O exercício orçamentário do governo tem sido caprichoso com Mauro Carlesse. Obviamente, seguindo a inércia, a arrecadação de impostos escala, em tese, os mesmos índices inflacionários. No Estado com um impulso maior: o desempenho real do Fisco sem aumento de alíquotas.
O resultado da arrecadação federal no Estado concorre, por outro lado, para o volume de transferências constitucionais. De outro modo, o poder público tem ganho com a crise ainda que politicamente possa, à frente, ser cobrado pela população.
Nada mais eloquente que os repasses do Fundo de Participação de janeiro a agosto (com a 1ª de setembro) que se elevam a R$ 2,926 bilhões. O valor é, a quatro meses do encerramento do ano, 91% de toda arrecadação de FPE prevista para os 12 meses do ano: R$ 3,2 bilhões.


