Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Covid-19: é assustador 22% da população não quererem vacinar!!! No Estado, a 1200 mortes poderiam ser evitadas pelas benzedeiras!!!! Até onde vai o grau de irresponsabilidade presidencial!!

13/12/2020 531 visualizações

Conversando ontem com um senhor de 67 anos (que por pouco não foi a óbito pela Covid-19 na Capital), ele dizia que só acreditou no vírus quanto começou a sentir os sintomas da contaminação. Foi na conversa fiada da gripezinha e do vírus comunista. Depois de sentir a presença da morte, ocupa-se, agora, de avisar aos mais próximos: acreditem, a coisa é séria.

O relato do cidadão (atendente de empório que vende bebida alcoólica a rapazolas nas calçadas para consumo público e sem máscaras) não é raro. Por isto é que as pessoas mais conscientes deveriam estar se perguntando: que país é este?

É assustador acreditar que 22% da população brasileira (o equivalente a 50 milhões de pessoas) não querem ser vacinadas contra a Covid-19. Aplicando ao Tocantins a estatística, 315 mil pessoas (mais que uma cidade como Palmas) estariam com os pés fincados na barbárie do século XIX quando vacinas eram coisa do diabo intercedendo na vontade divina!!!

Ou seja, o vírus era uma vontade de Deus que sobrepunha-se sobre a vontade da vida. Devia-se morrer porque Deus assim o queria. Não importava se o ser humano, no mesmo fundamento religioso, fosse criado à sua semelhança o que levaria ao raciocínio de que fosse vontade de Deus, também, a criação da vacina.

E pudesse, hoje, esses 22% da população, arriscar suas próprias vidas (e as dos outros já que não vacinados contaminariam mais e mais pessoas), reeditando a “revolta popular” contra a vacina imunizante da varíola, promovida pelos adversários do presidente Rodrigues Alves, do início do século passado com o uso de argumentos morais como a invasão das prerrogativas individuais, tangenciando que a crise de saúde é pública por atingir todos indistintamente. Só que com uma diferença: hoje a revolta contra a vacina é patrocinada pelo presidente da República e o adversário não é o vírus.

No Tocantins a Covid-19 recrudesce e, na exata proporção inversa, o poder público libera a população a mais exposição ao vírus sob pretexto econômico e até moral. O Estado mantinha ontem (já a mantém há mais de mês) sua colocação de pior isolamento social do país (36,5%/InLoco). Registrava (também ontem) o terceiro maior índice de contaminação dentre os 27 Estados (5.421/100 mil habitantes). Quase o dobro de incidência dos 3.274/100 mil do país (o segundo maior número de óbitos do planeta).

Enquanto o Estado não segue as demais 12 unidades da Federação que já contrataram vacinas no Instituto Butantã, a tendência é piorar a situação. A Covid-19 matou até ontem no Tocantins 1.198 pessoas. É um número alarmante. De abril até hoje (primeira morte em 15 de abril), a Covid matou no Estado mais pessoas que os homicídios (353), acidentes (536) e cânceres (847) em todo o ano.

 

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