Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Cota parlamentar dobra salário de vereador de Palmas em 2019. Adicionais chegaram a elevar-se a R$ 195 mil a mais no bolso de cada um no ano passado

luizarmandocosta 15/03/2020 11989 visualizações

Os vereadores de Palmas, vira e mexe, reclamam de dificuldades. Não tem lá muitas razões para chiadeira. Os parlamentares representaram (só eles) no ano passado um custo de R$ 6,3 milhões aos cofres públicos.

O salário dos 19 vereadores de Palmas é de R$ 12 mil. A remuneração é aumentada em cerca de R$ 18 mil todo mês com a verba da Codap (Cota de Despesas da Atividade Parlamentar).

Ou seja, o contribuinte paga despesa de custeio do Legislativo e ainda reembolsa esse valor aí a cada vereador, todo mês, por outras despesas adicionais.

Desta cota, apenas o vereador Tiago Andrino optou por não receber. Ele disse hoje ao  blog que optou, desde o inicio do mandato, por não receber a Codap.Como o parlamentar reembolsa o dinheiro com a apresentação de recibo ou nota fiscal da despesa, termina o seu custo mensal elevado a R$ 30 mil por cabeça.

Assim é que, além do salário normal de R$ 12 mil mensais, os vereadores tiveram também em 2019, cada um, uma verba adicional que podem manejar como lhe der na telha.

Os dados são do Tribunal de Contas e estão no portal das transparências. Só de Codap o vereador Marilon Barbosa recebem R$ 196  mil, Laudecy Coelho (R$ 186 mil) Rogério Freitas (R$ 186 mil), Major Negreiros (R$ 186 mil), Milton Néris (R$ 186 mil), Filipe Martins (R$ 186 mil),  Filipe Fernandes (R$ 185 mil), Folha Filho (R$ 185 mil), Diogo Fernandes (R$ 185 mil), Juscelino Rodrigues (R$ 184 mil), Evandro Oliveira (R$ 183 mil),  Lucio Campelo (R$ 182 mil), Moisemar Marinho (R$ 170 mil), Hélio Santana (R$ 170 mil),  Gerson Alves (R$ 142 mil), Edson Mota (R$ 142 mil), Rogério Santos (R$ 122 mil), Claudemir Portugal (R$ 111 mil), Jairo Amorim (R$ 58 mil), Ivory Lira (R$ 15 mil) e Adão Claro R$ 43 mil).

Total gasto e reembolsado com a tal Codap: R$ 3 milhões e 273 mil contra R$ 3 milhões e 186 mil dos salários dos vereadores. É legal? É. Assim como discutível numa cidade com incidência de pobreza da ordem de 29,52%, conforme o IBGE.

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