A BRK Ambiental vai ter que reduzir a tarifa de água e esgoto ou perde a concessão do serviço público. A avaliação é de vereadores que reuniram-se com a direção nacional da empresa na Capital dias atrás.
O entendimento seria divido com a prefeita Cínthia Ribeiro que, conforme apurou este blog, já tem estudos para mudar a concessionária do serviço de tratamento de água e esgoto de Palmas.
A direção da empresa teria ficado de estudar a proposta da Câmara de Vereadores que já editou um decreto legislativo anulando o último termo aditivo que possibilitou a renovação da concessão sem aprovação parlamentar.
Os vereadores tem um argumento irrefutável: o lucro líquido de R$ 94 milhões anuais da concessionária com as taxas de água e esgoto em 20 municípios do Estado. E um faturamento anual de R$ 172 milhões.
O negócio da China é alimentado pelas distorções na cobrança da tarifa. Uma delas, apontei ontem aqui. Outra é a constatação de que um índice próximo de 90% dos consumidores estariam pagando por vento e não por água.
Ou seja, os aparelhos de medição do consumo estariam registrando entradas de ar e não de água. E a aferição estaria sendo dificultada pela empresa que impõe o ônus da perícia ao consumidor, ainda que o medidor fique localizado fora do imóvel e, como tal, de obrigação da empresa.
Um esculacho: não há lugar no planeta ou fora dele em que uma empresa pública obtenha, com serviço público, um lucro líquido de R$ 94 milhões, num cenário de inflação abaixo dos 4% e juros públicos anuais de 5,4%. Na verdade, um furto descarado proporcionado pela distorção não combatida. Aliás, até permitida.


