Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Contratos de R$ 108 milhões assinados por Cínthia ontem jogam luz no anacronismo de onze obras já contratadas mas paralisadas, envolvendo recursos de R$ 62 milhões!!!

luizarmandocosta 22/02/2020 385 visualizações

A  prefeita Cínthia Ribeiro tem motivos para celebrar mais recursos que consegue contratar em favor de carências municipais. Mas ainda não conseguiu demonstrar à cidade um plano pragmático, programático e estratégico para solucionar a questão de outras obras como a de ontem, no valor de R$ 108 milhões, contratadas, todas, com estardalhaço político pelo Executivo municipal.

A considerar o número de obras contratadas e paralisadas, justapondo-as às razões para que que as impedem de migrar da retórica à realidade (levantadas pelo Observatório Social de Palmas), se está diante de um anacronismo que a sociedade imaginava sepultado no lugar devido.

Não se termina obras contratadas e se contrata outras num círculo vicioso interminável. No Brasil (dados do TCU e STF) existem cerca de 14 mil obras paralisadas (20% do investimento previsto). Recursos de R$ 200 bilhões parados.

No Tocantins (conforme o TCE) são 506 obras paralisadas, somando R$ 3,6 bilhões. O governo tem 168 obras paralisadas. Já a prefeitura de Palmas é apontada como detentora de 11 obras contratadas e não terminadas de 2007 a 2018, envolvendo R$ 62 milhões.

Um número absurdamente desproporcional considerando o número de municípios do Estado com obras do governo paralisadas, que dá uma medida de 1,2 obras sem terminar, contra as 11 do Executivo metropolitano.

E que se note: são contratos que aumentam a dívida pública do município e que, ao não saírem do papel, causam um prejuízo duplo: a elevação do comprometimento das receitas públicas e a possibilidade concreta de se estar despejando dinheiro no ralo (e no bolso de agentes inescrupulosos), dada a não continuidade das obras contratadas.

Não são evidentemente contratos da gestão de Cínthia Ribeiro mas que, a considerar na sua administração a participação direta na condução dos mesmos processos, de ex-gestores das administrações anteriores (e as mesmas práticas de relacionamento com empreiteiras), que contribuíram para os R$ 62 milhões de obras paralisadas,  não é evidência de que com a prefeita será diferente. Prefeitos imaginam que mandam e gestores, não raro, fazem de conta que administram a coisa pública e não os seus bolsos.

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