O governo vai bem do ponto de vista fiscal. De janeiro a junho deste ano, entretanto, para uma arrecadação total de receitas de R$ 8,8 bilhões, investiu apenas 5,8%. Cerca de 90% do gasto foi comprometido com despesas obrigatórias (salários, dívida,custeio).
Os dados são do portal das transparências deste sábado.
No primeiro semestre de 2023, teve receitas de R$ 7,363 bilhões e investiu 6,4%. Um índice de 93% gastou com despesas obrigatórias.
Ou seja, reduziu o gasto proporcional com o custeio de um ano para o outro, mas caiu também o valor investido, atividade-fim do governo por gerar empregos e melhorias à população.
A arrecadação de janeiro a junho deste ano foi R$ 980 milhões superior aos R$ 7,8 bilhões do primeiro semestre de 2023. E as despesas empenhadas de R$ 8,3 bilhões situaram-se no patamar de R$ 1 bilhão acima dos R$ 7,373 bilhões empenhados de janeiro a junho de 2023.
É situação que pode implicar no desempenho do 2º quadrimestre. Grosso modo, o governo estaria comendo o sal da janta. Ou: gastando o resultado do desempenho.
Reduziu o gasto com custeio, aumentou a arrecadação mas a diferença de receita não foi traduzida em investimentos. Mais receita, menos obras à população.


