Essa discussão que prospera sobre os salários dos servidores que irão trabalhar no Hospital de Campanha de Palmas remete ao irracional.
O governo reagiu (embora atrasado) à aceleração da contaminação mas é embolado numa discussão sobre remuneração de empresa privada que diria respeito apenas ao empregador e empregado.
Uma elaboração que omite o principal: a necessidade do serviço e a medida providencial do governo. Ou seja, o acessório ocupando o principal. Uma equação em tese ilógica.
E se isto se dá, convenhamos, é com colaboração da Secretaria da Saúde que anunciou em abril três hospitais de campanha ao custo de R$ 12 milhões mensais.
E agora, ao contratá-los (por divulgados R$ 30 milhões), o faz de forma terceirizada e quase escondidinho.
Isto porque na semana passada o governo anunciou os 70 leitos sem citar hospitais de campanha que só agora se sabe seriam estes leitos no Centro Oncológico na Capital.
E não por explicação do governo, mas de forma transversal na discussão salarial da terceirizada.
Do ponto de vista do resultado, é possível que o governo tenha avaliado, corretamente, a falta de tempo (que perdeu) e a construção dos hospitais.
A esta altura, como resta evidente, a população não pode esperar dois meses na construção de estruturas físicas. O governo fez o certo. O errado é jogar nas costas do Palácio Araguaia o ônus sobre determinar salário de empregado de empresa particular.


