Os problemas na Regulação de pacientes das UPAs na Capital não são consequência do nada. Anote um recorte: no ano passado, o orçamento inicial para Atenção Especializada (finalidade do HGP) era de R$ 745,1 milhões, que foi majorado para R$ 1,239 bilhões. O governo terminou empenhando R$ 927 milhões e pagando R$ 879 milhões. Já os recursos para organização da rede de urgência e emergência tiveram inicialmente na Lei Orçamentária de 2022 o montante de R$ 85,2 milhões, que a Saúde modificou autorizando apenas R$ 34,4 milhões, reduzindo o previsto no orçamento. Disto, empenhou apenas R$ 27 milhões e pagou R$ 24 milhões. Ou seja, a atenção especializada (prioridade do HGP) teve recursos aumentados em 66% e os destinados à rede de urgência e emergência (onde se encaixam as regulações das UPAs) cairam 60%. Isto, pela lógica, afastaria o raciocínio de que as urgências e emergências estariam tomando de conta dos recursos das especialidades.
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