O Tribuna de Contas do Estado finalmente publicou ontem os salários dos servidores (referência fevereiro/2026).
E o que se vê ali é uma afronta ao Estado e às determinações do STF tomadas em fevereiro.
O presidente do TCE/TO, Alberto Sevilha, teve creditados na sua conta (rendimento, indenização e diárias) a soma de R$ 428 mil e 59 em fevereiro.
É dez vezes mais o subsídio de um conselheiro (R$ 41.845,49). E noves vezes superior ao teto constitucional do STF (R$ 46.366,19).
Só de indenizações foram R$ 345.941,91. Em janeiro, foram R$ 121 mil só de indenizações pagas ao presidente.
A farra se estendeu aos demais conselheiros em fevereiro. Severiano Costandrade (R$ 426 mil e 804), Wagner Praxedes (R$ 404 mil e 737), Doris Coutinho (R$ 447 mil e 302), Napoleão Sobrinho (R$ 404 mil e 739), Manoel Pires (R$ 398 mil e 288) e André Matos (R$ 387 mil e 464).
Todos os conselheiros tiveram de indenizações em fevereiro (individualmente) o valor de R$ 345 mil e 941.
No Estado, estão registradas nesta quarta-feira no Bolsa Família 418 mil e 468 pessoas. O cadastro único do governo federal registra uma fila de 912 mil pessoas no Tocantins. Destas pessoas, 683 mil são pardas e 66 mil negras.
O Tocantins (Síntese dos Indicadores Sociais/dezembro/2025) registra 23,9% da população na extrema pobreza, tendo rendimento médio per capita de R$ 694,00 mensais.
Ou seja: um conselheiro do TCE equivaleria a 615 dessas almas pungentes.
Uma esculhambação com o aval do Executivo, Legislativo, Judiciário e Ministério Público.


