Decorridas praticamente 24 horas, nem o presidente regional do Avante, presidente da FAET Paulo Carneiro ou a senadora Kátia Abreu ou o governador Wanderlei Barbosa emitiram notas sobre a adesão do Avante a Osires Damaso, anunciada ontem pelo vice-presidente do partido, Bispo Guaracy.
O Avante é um partido nanico. A tsumani político se dá porque, até então, era comandado politicamente pela senadora Kátia Abreu e tanto Carneiro quando Guaracy são da cozinha da parlamentar que vem de aliança com Wanderlei Barbosa.
Na nota, Guaracy fala pelo diretório e não Paulo Carneiro. Guaracy é segundo suplente de Kátia e Paulo seu seguidor (e criatura) na Federação da Agricultura. Ambos detentores, até então, não só do apoio político, mas amizade pessoal da parlamentar.
A nota de Guaracy (sem a assinatura de Paulo e suposto desconhecimento de Kátia) denotaria, a priori, uma traição do bispo ao grupo que andava com Wanderlei Barbosa.
Sem a negação pública da parlamentar e do presidente do partido, expõe o prenúncio de racha e a plenitude do movimento que se arrasta há muito do Palácio à Chácara da Senadora, com baldeações no Legislativo estadual.
Enquanto isto, o senador Eduardo Gomes e Ronaldo Dimas faziam campanha no Bico do Papagaio e Paulo Mourão (PT) seguia sua estratégia de jogar parado, aguardando os candidatos da base de Jair Bolsonaro dividirem os votos de direita.


