Que coisa!!!!! Depois do general no Ministério da Saúde criticar que não entendia a ansiedade da população, agora é o próprio presidente da República, o capitão Jair Bolsonaro, a pontuar ontem que pressa para a vacina não se justifica.
"Não tenho pressa para gastar esse dinheiro" (R$ 20 bilhões da MP das vacinas). Verbalizou o capitão no dia em que o Brasil registrava 692 mortes da Covid em 24 horas, com contaminados e óbitos aumentaado a cada dia. Já eram ontem 186 mil e 365 pessoas que perderam a vida para o vírus no país.
O país passa, não resta dúvida, por uma prova de fogo: a civilização ou a barbárie, o conhecimento ou a ignorância. Jair Bolsonaro é apenas o canal por onde escorre o que pensa pelo menos um terço da população do país e que estavam circunstancialmente sem voz.
Não à toa ontem o país registrava a pior média de isolamento social desde o inicio da pandemia: 39,5%. O Tocantins mantinha a marca de pior isolamento do país: 35,6%.
E que realmente não acreditam em medicina, que virus é obra do demônio, que a pandemia é uma gripezinha, que não há mais de 180 mil mortos (caixões teriam sido enterrados sem defunto), que negro não é uma raça, que gay deve ser banido da sociedade por ser um defeito da "raça", que o governo militar não foi uma ditadura após um golpe e que o nazismo é uma democracia.
Não venham me dizer que negar uma pandemia com 180 mil mortos em 9 meses é uma escolha intelingente ou sensata do governante de um mais de 212 milhões de pessoas. E que encorajar as pessoas a descumprirem normas internacionais de saúde pública, seja a não usar máscaras ou ignorarem distanciamento social, provocando aglomerações, represente ação de um líder responsável por seus atos.
O Presidente da República foi eleito democraticamente. A democraciar e o estado de direito, por outro lado, tem também suas soluções para atos e medidas que tem como finalidade fragilizá-la. Insanidades ou crimes de responsabilidade dos seus dirigentes são apenas dois deles.


