Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Congresso corrói a democracia por dentro: deputados e senadores querem aumentar para R$ 4,9 bilhões a tungada no contribuinte para suas campanhas eleitorais. E ter R$ 48 bilhões para suas emendas!!!

09/12/2023 488 visualizações

Vê-se agora que não era só Jair Bolsonaro que tramava contra a democracia.

Deputados federais e senadores querem elevar a grana pública para pagar suas campanhas em 2024 para R$ 4,9 bilhões.

Na última eleição municipal foram R$ 2 bilhões. Estão a dever o fundamento para o reajuste de 145% na bufunfa que querem gastar na campanha do próximo ano.

Em 2022, nas eleições gerais, o presentão foi de R$ 4,9 bilhões. Ou seja, agora os parlamentares querem gastar nas eleições municipais o mesmo que torraram nas eleições presidenciais, federais e estaduais do ano passado.

A lógica, bom senso, boa fé e Euclides indicariam que o gasto das eleições municipais, posto, como se sabe, restrita aos limites municipais, tivesse um custo menor.

Mais o sola de sapato do que deslocamentos de carros, aviões e que tais. Brindes, showmícios não são permitidos e dinheiro de empresários continua jorrando no caixa dois. Ainda assim querem os R$ 4,9 bilhões para prefeitos.

Só isto? Não!!! Deputados federais e senadores querem aumentar para R$ 48 bilhões a verba de emendas parlamentares. Ou: 70% de tudo que o governo federal tem no OGU para investimentos no próximo ano.

Mais ainda: estão discutindo agora outro tipo de emenda. As emendas de liderança. Já tem emendas de bancada, individuais e as tais emendas de relator.

E onde está o ataque à democracia? Autorizar o orçamento é função constitucional de deputados federais e senadores.

Mas os congressistas não podem usurpar o papel do Executivo. Há que se ter limites. Caso contrário, o orçamento público iria tão somente para atender as demandas paroquiais dos parlamentares.

E aí, claro, mais possibilidades de desvios. Tudo dentro do que dispõe a Constituição.

O Brasil é presidencialista. Mas os senadores e deputados o tratam como um país de regime parlamentarista, não aceito por aquele plebiscito de trinta anos atrás, quando a população foi perguntada (lá em 1.993) se aceitava o parlamentarismo ou presidencialismo e monarquia ou república.

Lá, 66,26% dos eleitores votaram pela república à monarquia. E 55,67% decidiram-se pelo presidencialismo. O parlamentarismo teve apenas 24,91% de apoio.

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