No Estado, pouco mais de dois mil servidores ganham acima de 20 salários mínimos (9,07% dos funcionários). Eles consomem uma folha de pagamento de R$ 53 milhões. O grosso dos servidores (6 mil e 387) – que recebem de 5 a 10 mínimos - são responsáveis por R$ 37 milhões da folha. E aqueles que ganham menos (de 0 a 2 mínimos) necessitam de R$ 4 milhões.
Como é possível deduzir, há no Estado uma casta minoritária. De uma folha de R$ 171 milhões, com R$ 118 milhões se paga 90,93% do funcionalismo. Os dois mil que recebem acima de 20 mínimos (9,07% dos servidores) seriam responsáveis por 31,13% das despesas.
Na faixa de R$ 5 mil (R$ 5.696,32) existem no serviço público do Estado (relatório Igeprev/2019) 4 mil e 200 funcionários (27,91% da folha). E que são responsáveis por R$ 24 milhões dos gastos.
É nessa faixa aí que estão os 15 mil que foram demitidos pelo STF lá atrás e que podem reivindicar agora na Justiça seu retorno ao serviço público na tal PEC dos Pioneiros. Numa continha básica, a bagatela de R$ 85 milhões mensais adicionados aos gastos com pessoal no Estado.
A PEC voltou à agenda (e foi aprovada este ano) com o fim específico (avalia-se pelos efeitos subsequentes) de dificultar a vida do governo que conduzia um ajuste fiscal inédito no Estado.
Na segunda-feira, enquanto os interessados manifestavam-se em favor de sua implementação na Praça dos Girassóis, lá dentro no Palácio alguns dos responsáveis pela PEC ajustavam-se politicamente com o governador interino a quem cabe administrar o abacaxi plantado, lá atrás, pelos novos aliados.
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