Os parlamentares do Estado no Congresso Nacional fecharam o ano de 2019 empenhando recursos da ordem de R$ 326,4 milhões. O valor é 23,4% superior aos R$ 264,9 milhões empenhados em 2018.
Como a bancada foi renovada em 45% (deputados e senadores que empenharam no ano passado e perderam eleições) e em 2019 se executou um orçamento elaborado em 2018 (legislatura anterior) é possível raciocinar que o volume de emendas sejam produto de articulações políticas com o governo federal este ano.
E aí não seria desprezível a articulação política do senador Eduardo Gomes, líder do governo de Jair Bolsonaro no Congresso que, com a aproximação junto ao Presidente, por simples lógica política, exerceria atração e poder maior que a liderança da própria bancada do Estado, em função do modus operandi de Bolsonaro na relação com o Legislativo.
Eduardo tem apaziguado o Congresso na relação com o Palácio do Planalto, fato incontestável. Tem livre trânsito nas bancadas dos Estados e perfil conciliatório, no que facilita para os próprios congressistas tocantinenses na relação com o Executivo federal, de que pode ser resultado o valor das emendas empenhadas.


