Sábado, 24 de Out de 2026

Congressistas defendem nos bastidores aliança com Wanderlei em favor do afastamento definitivo de Carlesse. É ver se o governador interino cai nessa!!

25/10/2021 1151 visualizações

Tão rápido quanto foi o afastamento de Mauro Carlesse, avançam nos bastidores políticos as especulações de uma aliança em torno de Wanderlei Barbosa no cargo que retirasse condições políticas de retorno do Governador. De outro modo: Wanderlei jogasse tudo para o alto e se desse ao luxo de se movimentar como um elefante em loja de porcelanas e vidros.

Um dos equívocos políticos de Carlesse, tudo indica, residiria na frieza com que tratou a classe política. Se nas relações pessoais demonstrava um jeitão apaziguador e brincalhão, nos compromissos políticos não tinha muita liga ou apego. Tudo era japonês, menos o grupo que lhe era mais próximo. Isto aproximaria Wanderlei dos seus adversários.

A maioria parlamentar no Legislativo, com efeito, foi construída na base do toma-lá-dá-cá. Comprou, pagou, tudo acertado. Sem alianças por projetos políticos. Realçando a falta de apego de Carlesse a alianças (e ao vice) que saberia serem fluidas correspondentes ao que entregava em troca. Uma relação de mercado que continuará com ou sem ele.

É aí onde mora o perigo de Wanderlei Barbosa. Só há uma vaga de candidato a governador e no país não existe a candidatura nata. Poderá ser candidato à reeleição, mas terá que encontrar um partido que o aceite como tal. O que não é difícil. Um contexto em que o ativo de Carlesse seria relevante. Os dados fiscais e as obras em curso dispensam reforço de retórica.

Mas Wanderlei só deixou o “baixo clero” depois que aliou-se a Mauro Carlesse. Só na retórica, não foi à frente, apesar de sua competência como articulador político. Foi, por certo, em dado momento jogado na frigideira pelo grupo mais próximo do governador. Mas é do jogo.

 Virou deputado forte no Legislativo e depois vice-governador de um deputado de primeiro mandato, contra os mais de trinta anos que ele, Wanderlei, já detinha de cargos de representação. Pode-se elencar a falta de incentivo do governador ao vice na sua disposição antiga de disputar a Prefeitura da Capital.

Compensou com a eleição de Janad Valcari na presidência da Câmara, mesmo tendo que afastar o irmão, Marilon Barbosa, da dispuita. Mas já tinha um projeto maior.

Wanderlei e Carlesse juntos derrotaram as oligarquias políticas de três décadas no Estado. As mesmas oligarquias que agora se aproximam do vice no cargo de governador, oferecendo apoio à sua manutenção.

Coragem que não tiveram para fazer a mesma proposta ao governador eleito quando ainda no cargo.

Não creio que Wanderlei cairá nessa esparrela tendente a ser mais um cavalo de tróia do que uma “forcinha” para sua reeleição.

Ruim com Carlesse, pior sem ele.

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