Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Confusão do número de contaminados auxilia vírus a matar mais. TO e RS, aponta JN, são os que registraram maior crescimento. Agora, sim!!!

luizarmandocosta 12/07/2020 515 visualizações

Spinoza produziu que as idéias de qualquer mente humana, algumas são adequadas e outras são mutiladas e confusas. Ainda que ambas pertençam a uma mesma essência. O Jornal Nacional (Rede Globo) de ontem informou que Tocantins e Rio Grande do Sul são os dois estados que apresentam maior crescimento de contaminados da Covid-19. Na quinta, dois dias anteriores, os casos estariam estacionados no Estado, conforme o mesmo noticiário.

O Tocantins havia registrado - como é público - 460 contaminados (dia 1), 232 (dia 2), 291 (dia 3), 551 (dia 4), 495 (dia 5), 168 (dia 6), 365 (dia 7), 433 (dia 8), 406 (dia 9), 666 (dia 10) e ontem (11) 430 contaminados. Como se nota aí, só caiu no dia 6 que são os resultados dos testes do dia 5(domingo), quando o número é reduzido. Amanhã, por exemplo, o número certamente será menor que o de hoje. Ou seja: não havia controle nenhum como noticiado que, por lógico, pespegou no consciente da população (e no ambiente político) uma Covid longe do Estado.

A narrativa da quinta (do estacionamento em rede nacional de TV) impeliu a confusões que os números não as escoravam. Não só os da quinta, mas de todos os dias e que são públicos. Ainda que espelhem, pior ainda, uma espantosa subnotificação passível de ser negligenciada a partir do próprio boletim da Saúde que oscila, diariamente, entre publicar ou não o número de testes realizados para se confrontar com os testes positivos.

E às vezes, até quando os publica, empurra a população a mais confusão. Como é o caso de ontem quando governo informou 430 novos casos e apenas 310 testes. Haveriam, é possível deduzir superficialmente (como faz a maioria), positivos fantasmas. Ou sem testes confirmatórios. O médico viu a cara do sujeito e sentenciou: é Covid.

E não seria leviano para pregar que o governo estaria de olho nas verbas federais calculadas sobre o número de casos. Até porque a leitura que os números da saúde orientam, de forma ligeira, seria a redução dos casos, ainda que seus boletins determinem situação contrária.

É provável que contaminados tenham sido identificados em testes de outros dias o que só reforça a maquiagem (ou a sua possibilidade), até involuntária, nos números porque os positivos e negativos deveriam ser informados e baterem com os testes correspondentes. Ainda que realizados em vários laboratórios e resultados em dias diferentes.

Quando informa corretamente, tem-se uma realidade assustadora. Na sexta o governo informou que realizou 570 testes na Fio Cruz e 249 no Lacen. Total: 819 testes. O resultado foi de 666 positivos. Ou seja, 81% de positivos. Se projetássemos para o Estado, o Tocantins teria, assim, 1,2 milhão de contaminados. A escala da sub-notificação.

Essa afetação aí, como se percebe, é resultado de uma orientação. Voluntária ou não. Retornando a Spinoza: o movimento e repouso de um corpo só pode ser proveniente de um outro corpo. Caso contrário, favorece a lei da física de que um corpo ficará em repouso se uma força não impulsionar ao movimento. E repouso, agora, seria aceitar a Covid-19 como inexorável quando há condições de evitá-la e à morte dela decorrente que no Tocantins já se elevava ontem a 251 vítimas fatais.

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