NOTA DE REPÚDIO
A Central Sindical Pública - Central do Servidor Público no Tocantins e a Confederação dos Servidores Públicos do Brasil – (CSPB) repudiam a atitude do Governo do Estado em exonerar todos os delegados e delegadas de polícia regionais de seus cargos – evento que se dá no clímax de um trabalho marcante por parte do delegado de polícia regional de Araguaína, Bruno Boaventura Mota, em busca da verdade sobre o lixo hospitalar depositado de maneira inadequada, sendo que o possível responsável pela empresa infratora está foragido da Justiça e é pai do líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado reeleito Olyntho Neto (PSDB).
Esse competente servidor público estava também responsável pela investigação relacionada a quantia de R$500.000,00 (quinhentos mil reais) encontrados na posse do irmão do mesmo deputado no veículo oficial da Assembleia Legislativa e sendo escoltado por um militar que também estava a serviço do Legislativo estadual, isso às vésperas das eleições.
O Tocantins não pode estar sujeito a essas "coincidências infelizes". Teme-se a inauguração de um tempo de práticas não ortodoxas em detrimento do serviço público e do bom andamento da justiça. No caso em tela, o servidor exonerado se pautou no restrito cumprimento de seu dever constitucional e administrativo investigando possíveis ilicitudes. Ser penalizado por isso é uma afronta aos princípios do estado democrático de direito. Desfaçatez é o que se revela na explicação do governo à imprensa: que se trata de "redução de despesas e equilíbrio das contas públicas".
Como cidadãos não podemos aceitar isso, pois o que realmente se espera do governo é total apoio às investigações, estas e quaisquer outras que visem elucidar casos que revelem a face hedionda da corrupção que tanto maltrata a toda sociedade. Isso é o que se espera; isso é o que se quer do Governador do Estado.
Carlos Campos
Presidente no Tocantins da Pública Central do Servidor público
Diretor da Executiva Nacional da CSPB – Confederação dos Servidores Públicos do Brasil


