O governador interino Wanderlei Barbosa tem avançado no leque de apoios. Em uma semana reuniu-se duas vezes com a bancada de congressistas – que se mostra receptiva a seu projeto - e segue para a manutenção da maioria parlamentar no Legislativo estadual.
Se expõe diferença de método em relação a Mauro Carlesse, apontando um distanciamento cada vez maior entre os dois, favorece, por outro lado, o Estado com a segurança que proporciona afastando solução de continuidade de projetos de interesse público que pudesse advir do processo de afastamento do Governador.
Mas há ainda um “Q” de perdido nos novos gestores que se pode, a priori, considerar dentro da normalidade em função das circunstâncias e da falta de preparo. E que seguindo a ordem natural das coisas, encontrará seu eixo.
Uma delas: a comunicação do governo circulou nota convidando para uma live em que o governador interino anunciará, dentro das comemorações do Dia do Servidor Público, a jornada de seis horas e um leque de perfumarias.
Como é óbvio, se se anuncia o objeto que será anunciado, anunciado já está. Os demais anúncios a serem feitos (também já anunciados) se assemelha a função de sindicatos (clube de benefícios) e consignados já são autorizados. Dentro da margem consignável, o funcionário pode fazer o que der há telha com o empréstimo. O governo é que não tem repassado os descontos das prestações aos bancos.
O esforço de comunicação, assim, prejudica mais que ajuda. No mérito, Wanderlei se mostra no retorno da jornada reduzida mais pragmático que Mauro Carlesse. A jornada – por números do próprio Planejamento e Administração – proporciona economia ao governo. Mauro Carlesse só não a implementava por razões políticas.


