Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Composição das chapas favorece reeleição de Cínthia. Eleitor pode escolher obras entre uma dezena de candidatos juntados a laço!!

luizarmandocosta 17/09/2020 621 visualizações

A eleição na Capital pode ficar entre três grandes grupos: Cínthia Ribeiro, Tiago Andrino e Marcelo Lélis. É situação que favorece a reeleição da prefeita. As três frentes conseguiram na última hora (como era esperado) ganhar musculatura: Cínthia com o MDB/Democratas (Eduardo Gomes/Valdemar Jr./ Dorinha Seabrra), Tiago com a indicação de Nilmar Ruiz (PL) de vice e Milton Neres na vice de Lélis.

Os grupos do deputado federal Eli Borges e Alan Barbiero tem até o final do dia para se arranjarem. O Solidariedade (de Eli) é cabeça de chapa em Araguaína (o candidato de Ronaldo Dimas/Podemos). O Solidariedade tem outro deputado federal, Tiago Dimas, filho do prefeito de Araguaína. Mais atração que refluxo. Sobra o grupo de Raul Filho/Ivory, ais distante de Tiago e Cínthia do que de Neres/Lélis.

Os demais (Junior Geo/Pros, Vanda Monteiro/PSL, João Bazoli/PSOL, Gil Barison/Republicanos) podem até surpreender. Mas com poucas probabilidades de lograr êxito e ganhar a prefeitura. Tanto por logística, estrutura financeira e musculatura eleitoral.

O efeito Nilmar Ruiz (ex-prefeita de Palmas/2001/2004, eleita pelo siqueirismo) entrou na última eleição para prefeito que disputou (2012) com vantagem nas pesquisas para Raul Filho. Abertas as urnas, recebeu a terceira votação (21,36%). Atrás de Raul (44,52%) e Lélis (33,24%). Nesta eleição, o siqueirismo (Siqueira) vai de Cínthia com declarações públicas de apoio.

Nilmar era, até dias atrás, candidata a vereadora pelo PL (uma das apostas do partido) mas com esse recall pode acrescentar muito a Tiago e amenizar um pouco a cirurgia que o vereador do PSB fez em seu nome, acrescentando Amastha (mais confunde que esclarece). Uma decisão legítima (tem deputado no Estado que acrescentou Lula ao nome) mas que implica na sobreposição de personalidades e, portanto, um pouco do outro o que retira-lhe por certo mais que autenticidade.  Subtrai-lhe autonomia.

Cinthia teve a resistência esperada (e não preventa). Obteve o MDB e o Democratas mas sai dividida com vereadores do partido. Não se esperaria, evidentemente, outra posição, que não contrária, do vereador Marilon Barbosa, que, presidente da Câmara e filiado ao Democratas por acidente, não perde oportunidade de causar dificultadores à administração da prefeita do seu partido.

E Cínthia apostou mais no instinto (que na prevenção política) e escolheu empresário de vice talvez repetindo, inconscientemente, o método que a levou à vice de Amastha e ao cargo. Há aí uma diferença: Amastha já tinha passado pelas urnas, estava em reeleição. E Cínthia não!! Conta só com as obras que, por óbvio, necessitam de lideranças para ligá-las ao seu nome junto à população.

Pelo que saiu das convenções ontem, Cínthia continua favorita. Tem a seu favor o número de candidatos com que vai disputar o cargo (poderia ter sido pior, todo mundo da oposição ter feito uma frente) e o trabalho inconteste na cidade. É praticamente impossível não observar a presença da prefeitura com obras nas quadras na Capital em apenas dois anos de mandato. E sem aumentar a carga tributária.

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