O governador Mauro Carlesse até a manhã desta quarta-feira não havia informado sua escolha na lista tríplice encaminhada pela Procuradoria Geral de Justiça para ocupar a chefia da PGJ nos próximos dois anos.
A Lei Orgânica do MPE estipula o prazo de 15 dias que se encerra na próxima terça-feira, dia 3. Como sexta e segunda são feriados, muito provável a escolha se dê entre hoje e amanhã.
Qualquer decisão que não o pedido de reavaliação da eleição pelo MPE resultará num custo político e institucional inestimável mais ao parquet que ao governo na relação de dependência e de custo benefício.
O MPE é que investiga governos e não o contrário. E os processos contra a Administração são praticamente diários. Aceitando o resultado, estará endossando a eleição considerada maculada pelo próprio presidente da Comissão Eleitoral e demais procuradores. E isto, mais que custo, tem um preço. E quem o pagará não será o Executivo.
O Governador teria estado ontem (com apurou este blog junto a procuradores) com os três procuradores indicados: Luciano Casaroti, Abel Andrade e Marcelo Ulisses. A tendência seria Carlesse escolher o de menor custo político, o primeiro colocado, Luciano Casarotti que casaria com o respeito às eleições questionadas.


