Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Competência de pautar impeachment é de Amélio, mas nos bastidores é possível identificar que metade da composição do Legislativo é favorável à tramitação do processo

04/11/2025 738 visualizações

O impeachment de Wanderlei Barbosa não é uma questão técnica, mas política.

Juridicamente, Wanderlei sequer é acusado. Só investigado até aqui.

Como o leitor do blog sabe, afastamento de governador com investigações em curso e sequer inquérito concluído, foram criticados por aqui.

Tanto de Wanderlei Barbosa quanto de Mauro Carlesse. Inclusive a discricionariedade de tratamento do STJ.

Há governadores, por exemplo, réus (alguns condenados em 1ª instância) e que, no entanto, estão no exercício dos cargos para os quais foram eleitos. Diferente de Wanderlei e Carlesse.

Mas situação colocada, cabe aos deputados e sociedade política construírem a melhor transição que não comprometa solução de continuidade dos serviços públicos.

E na resistência de Wanderlei de renunciar (um seu direito), os parlamentares tem obrigações a cumprir.

No Legislativo, especulações apontam que onze deputados são favoráveis à tramitação do pedido de impeachment:

Eduardo Mantoan, Junior Geo, Wiston Gomes, Gipão, Eduardo do Dertins, Danlilo Alencar, Gutierrez Torquato, Valdemar Junior, Olintho Neto, Luciano Oliveira e Jorge Frederico.

Se posicionariam contra outros onze parlamentares: Jair Farias, Cleiton Cardoso, Leo Barbosa, Vanda Monteiro, Nilton Franco,Cláudia Lélis, Janad Valcari, Eduardo Fortes, Vilmar Oliveira, Amélio Cayres e Ivory Lira.

Existiriam dúvidas sobre Moisemar Marinho e Marcus Marcelo.

De todo modo, a competência para colocar o projeto em pauta é de Amélio Cayres.

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