O impeachment de Wanderlei Barbosa não é uma questão técnica, mas política.
Juridicamente, Wanderlei sequer é acusado. Só investigado até aqui.
Como o leitor do blog sabe, afastamento de governador com investigações em curso e sequer inquérito concluído, foram criticados por aqui.
Tanto de Wanderlei Barbosa quanto de Mauro Carlesse. Inclusive a discricionariedade de tratamento do STJ.
Há governadores, por exemplo, réus (alguns condenados em 1ª instância) e que, no entanto, estão no exercício dos cargos para os quais foram eleitos. Diferente de Wanderlei e Carlesse.
Mas situação colocada, cabe aos deputados e sociedade política construírem a melhor transição que não comprometa solução de continuidade dos serviços públicos.
E na resistência de Wanderlei de renunciar (um seu direito), os parlamentares tem obrigações a cumprir.
No Legislativo, especulações apontam que onze deputados são favoráveis à tramitação do pedido de impeachment:
Eduardo Mantoan, Junior Geo, Wiston Gomes, Gipão, Eduardo do Dertins, Danlilo Alencar, Gutierrez Torquato, Valdemar Junior, Olintho Neto, Luciano Oliveira e Jorge Frederico.
Se posicionariam contra outros onze parlamentares: Jair Farias, Cleiton Cardoso, Leo Barbosa, Vanda Monteiro, Nilton Franco,Cláudia Lélis, Janad Valcari, Eduardo Fortes, Vilmar Oliveira, Amélio Cayres e Ivory Lira.
Existiriam dúvidas sobre Moisemar Marinho e Marcus Marcelo.
De todo modo, a competência para colocar o projeto em pauta é de Amélio Cayres.


