O deputado Antônio Andrade recebeu ontem apoio dos prefeitos do PTB no Estado. A avaliação, a priori, é que seguirão o parlamentar no novo partido. Na pior das hipóteses, sairão também do PTB, deixando a nova direção interventora com a broxa nas mãos. Este blog já havia antecipado a reação.
Uma legenda sem lideranças. Mas com dinheiro no bolso. Uma mercadoria e tanto. Prefeitos podem trocar de partido na hora que bem entenderem. Não são sujeitos à regra da filiação partidária porque cargos majoritários.
Para os prefeitos do Estado, a proximidade de um presidente de partido com o Presidente da República é de menor importância que com o Governador.
Para verbas, tem em seu favor os parlamentares federais que agora (por uma lei que entrou em vigor este ano) poderão repassar suas emendas diretamente aos prefeitos.
O PTB não tem nenhum deputado federal no Estado. Dos oito parlamentares, cinco são da base de Mauro Carlesse. Ainda que dos três senadores, possa ter o governo a oposição de todos.
Mas o fato é que a forma como o PTB retirou Antônio Andrade da presidência da Comissão Provisória, enfraqueceu o partido e deu musculatura ao presidente da Assembléia.
Na mesma medida em que certifica sua liderança como maior que a legenda, ao ser seguido pelos prefeitos que ajudou a eleger no ano passado, conseguindo levar um crescimento de 150% no número de chefes de Executivos municipais.em um ano e meio.
Como é aliado do governo, prefeito nenhum vai trocar a possibilidade de cargos e recursos mais diretos (o governo está cheio de grana) para apostar numa aventura de um out-sider que quer trazer uma ministra evangélica para disputar a Câmara dos Deputados, canibalizando votos dos tocantinenses que pretendem disputar as vagas ou renovar seus mandatos.
Tudo na pressuposição de que Jair Bolsonaro irá encher os bolsos dos prefeitos e lideranças e ganhar antecipadamente a eleição. E que prosperarão só na base do evangelho e da cloroquina.


