O procurador da República, Álvaro Manzano (Procurador Eleitoral auxiliar), acertou ao pedir à Justiça Federal que determine aos empresários/comerciantes a retirada da propaganda ilegal em favor de Jair Bolsonaro.
Os energúmenos estariam oferecendo descontos de 22% no dia 22 de outubro. O segundo turno é dia 30. Os empresários brucutus são os proprietários da Tupy Gás, Meurer e Casa São Paulo e 22, como é sabido, é o número do Jair. Todos empresários da cidade que agora criaram coragem para exteriozar seus princípios, exorcizando as regras democráticas.
É propaganda ilegal e pena que a punição seja apenas multa. Os empresários tem direito de apoiar o candidato que desejarem, desde que respeitem as restrições legais. Podem até justificaro 22 como coincidência. E é mesmo, só que eleitoral.
Eles sabem perfeitamente disso mas, como boa parte do bolsonarismo, não estão nem aí para a legislação. Não pensam um palmo diante do nariz a não ser sua caixa registradora. Uma inteligência rara até comercial.
Isto porque, no Estado, a maioria do eleitorado vota com o seu adversário. Imagina se esse naco aí fizesse como os empresários e mandassem seus eleitores só votar em quem oferecesse um desconto de 13%!! Ou, pelo contrário, não aceitasse comprar naqueles do desconto de 22%.
Como é notório, comércio ou religião não tem ideologia. Caso contrário, viraria o caos e todos sairiam perdendo. Primeiramente o estado social.
Apostam num país sem regras. Tal a veterinária que ferrou o bezerro na testa com o número 22 e ainda saiu nas redes sociais fazendo festa e recebendo likes.
Ou cachorros doidos nas filas de banco ou lotéricas, brandindo o capitão contra o ladrão (deixando de lado as rachadinhas e as 700 mil mortes do covid). Ou nas ruas panfletando carros sem autorização do dono com propaganda do candidato do PL.
É a turma que vê com normalidade o país registrar centenas de mortes de criança pela Covid e não ter vacina, apesar de sua aprovação há 30 dias.
Que não vê nada de anormal em promessas de auxílio de R$ 600 no próximo ano, quando a lei protocolada no Congresso contempla apenas R$ 405,.
Que acha normal um Ministro da Economia anunciar que os aposentados não terão o reajuste a inflação no próximo ano (os servidores estão há quatro anos sem reajuste), autorizar empréstimos consignados com juros de 50% ano que vão tungar no auxílio emergencial ou mesmo autorizar a apropriação da poupança futura do FGTS para comprar casa própria agora. Tudo em ano eleitoral, com o auxílio de um Congresso mais que parceiro, comparsa.


