O governo conseguiu autorização para contrair empréstimo de R$ 683 milhões com a Caixa (dois financiamentos) arguindo a situação financeira. Mas não tem do que se queixar da União ou da economia do país.
A Secretaria do Tesouro Nacional credita amanhã, terça, na conta do governo no Banco do Brasil a importância de R$ 89,3 milhões. É a terceira parcela do FPE do mês de julho. O més fecha, assim, com R$ 212 milhões de repasses de FPE, já subtraídos os valores do Fundeb (20%).
De janeiro a julho, assim, eleva-se de algo próximo de R$ 2 bilhões os repasses do FPE para o Estado este ano. De outro modo: em 58% da execução orçamentária já recebeu 60% do orçamento previsto para o FPE em 2019, da ordem de R$ 3 bilhões e 290 milhões.
Se adicionarmos os valores do mesmo período de 2018, comparando os números de 2019 (janeiro a julho) o superávit se apresenta mais relevante. Nos primeiros sete meses de 2018, os repasses foram de R$ 1 bilhão e 863 milhões.
Como a inflação anual está por volta de 3,3% (maio/2018-junho/2019) - em junho foi de 0,01% e pode manter-se em julho - os repasses do FPE podem registrar um crescimento real de 4% em 2019 comparado aos repasses de janeiro a julho de 2018.
Uma diferença que será consumida, por certo, mantida a inércia, no semestre com o pagamento dos encargos das novas dívidas a serem contraídas. O que, certo modo, pode influenciar no desempenho do governo no pagamento dos servidores já que tem feito uso todo mês destes repasses para quitá-lo.


