Sábado, 24 de Out de 2026

Com o apoio político que tem recebido muito explícito no lançamento da Agrotins ontem, Wanderlei tem força suficiente para projetos que realmente importam!!

31/03/2022 502 visualizações

O governador Wanderlei Barbosa deu demonstração de força com a hegemonia de correntes políticas e institucionais que lotaram o auditório do Palácio Araguaia no lançamento ontem da 22ª Agrotins.

Num dia comprovadamente nervoso, do ponto de vista político-administrativo, para o Executivo pelas escolhas que, legitimamente, decidiu implementar. Mas de reverberação ainda não calculada como consequência da presumível reação dos contrariados.

Isto não se deu primordialmente pela relevância que tais agentes dariam à feira  (ainda que considerada uma das maiores da região Norte do país) mas que projeta para este ano uma comercialização estimada em R$ 2 bilhões.

Inferior, portanto, aos R$ 2,5 bilhões de 2019, a última feira presencial antecedente à pandemia. Retoma o eixo assim, com uma projeção de movimentação igual aos R$ 2 bilhões da comercialização declarada de 2018.

Quando se tomasse apenas a inflação no período 2019/2022 (algo próximo de 20%) sobre a movimentação de 2019, ter-se-ia em maio de 2022 uma comercialização de R$ 3 bilhões. Como nos orçamentos, há muitas outras variantes na construção desses números que o mero chutômetro que as cifras insinuariam.

Impulsionou a inequívoca demonstração de apoio ontem sim a concertação política e administrativa encetada pelo Governador que reverteu, em cinco meses, a figura de vice descartável para, com ações assertivas - mais acertos que equívocos - apresentar-se como portador de um poder de fato com uma concepção de governo que, se ainda não muito clara (submetida a oscilações), se mostra expressiva e segura até no erro.

Desempenho administrativo e político suficiente para viabilizar avanços no setor agropecuário (e agronegócio), tanto nas vendas quanto nas técnicas apresentadas. Assim como retomar projeto relevantes na área. Um deles: a construção de uma Ceasa na Capital que atenda todo o Matopiba.

O projeto foi levantado pela senadora Kátia Abreu (hoje aliada de Wanderlei) quando Ministra Agricultura e foi solenemente ignorado por um prefeito (Carlos Amastha) e dois governadores (Marcelo Miranda e Mauro Carlesse) mesmo com recursos de R$ 15 milhões viabilizados pela então Ministra para sua implantação inicial.

O projeto copiava o modelo da Ceagesp (de São Paulo, maior entreposto da América Latina) e tinha (como ainda tem) as vantagens da logística de Palmas (equidistante da maioria das capitais do país e dos portos exportadores do litoral), as BR-153, BR-010 longitudinais, Ferrovia Norte-Sul e aeroporto internacional de Palmas (carente de um terminal internacional de cargas).

Demanda e oferta inquestionáveis: produtores do Matopiba, plantadores do projeto São João (banana, abacaxi, açaí, coco-verde, mamão) e dos produtores no raio de 50km da Capital, produtores do projeto Manoel Alves (que já exportam para a Argentina), projeto Sampaio, produtores de Peixe (mais de mil produtores) com a capacitação e ciência da Embrapa Pesca Nacional sediada justamente em Palmas.

Uma central que daria sustentação mais ainda à Agrotins, com resultados consideráveis na economia regional. E que Wanderlei, com o apoio explicitado ontem por diferentes setores da sociedade civil e política, não teria dificuldades para implementar.

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