Sexta-feira, 23 de Out de 2026

CMN pretextando defender voto direto para prefeitos, advoga prorrogação de mandatos sem as urnas!! Uma piada não fora uma proposta indecente

luizarmandocosta 23/06/2020 204 visualizações

.O presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Glademir  Aroldi, é um garoto esperto, padece de ligar uma coisa com a outra, faltou às aulas de lógica ou crê ser a maioria da população brasileira uns idiotas.

Diante da possibilidade do Congresso iniciar nesta terça a apreciação de uma Emenda Constitucional para adiar as eleições para novembro/dezembro, em função da pandemia, sua excelência (em tese líder nacional de 5.568 prefeitos do país) posicionou hoje na CBN contra o adiamento.

Sua justificativa: as eleições são uma determinação constitucional, eleições populares, diretas e periódicas. E a população irá cobrar do Congresso, no futuro, manter as eleições em ano de pandemia.

Ponto 1: as eleições são previsões constitucionais. Daí o Congresso ter que aprovar uma EC para que ela seja adiada. O consenso entre o TSE e o Congresso é que passe de 4 de outubro para novembro (1º turno) e dezembro (2º turno). Ainda este ano. O adiamento é justamente pela pandemia.

Ponto 2: como o adiamento é pela pandemia e deve ser aprovada a PEC, pode-se concluir que o único ponto que não contemplaria ao alcaide seria a data este ano. De outro modo: estaria o presidente da CMN advogando a prorrogação dos mandatos para 2022 ou quem sabe a 2024!!

Em ambos os casos, os prefeitos atuais ganhariam um mandato (mais dois anos) sem as eleições e votos populares, contrariando a Constituição, como defende o doutor, expondo uma contradição e um paradoxo na tese municipalista.

Mas ele, parece, não está nem aí: quer, pelo visto, mais mandatos, sem o voto, para os atuais ocupantes (que elegem também a diretoria da CMN). Aliás, tese defendida por muitos congressistas por um motivo prosaico: mantes suas bases eleitorais para a campanha estadual de 2022. A ter que gastar saliva para convencer novos prefeitos.

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