A administração da prefeita Cínthia Ribeiro na saúde pública é reconhecidamente competente. Para certificar que toda regra tem exceção, entretanto, o atendimento a idosos que fazem uso contínuo de medicamentos controlados na Unidade da Saúde da Família da 403 Sul (Arso 41) – necessitados de receitas continuamente – são levados a bater cabeça para ter suas prescrições obrigatórias e pelas quais os servidores públicos do SUS são obrigados a entregar.
Para os médicos, bastaria o idoso informar o nome (que já estaria cadastrado no sistema da Unidade, a não ser que vivam da idade da pedra e os profissionais da medicina ali lotados não saibam) e depois retornar para ter a receita. E o que sucede? O idoso faz o que o médico manda, mas os servidores administrativos cobram cópia da receita anterior cuja prescrição já existiria no sistema. Ou obrigam o idoso a nova consulta médica para obter a receita do seu medicamento de uso contínuo.
Uma situação que em determinados pacientes pode significar a diferença entre a vida e o óbito. Em idosos, pior ainda. Anda faltando, como se conclui, bom senso e compromisso com a saúde em servidores administrativos da USF 403 Sul. Pela repetição, não seriam inusuais método e forma na Unidade. O que obrigaria idosos a fazerem gravações das orientações de um e de outro, de médicos e servidores. Tal coco macaúba na boca de banguelas.


