A prefeita Cínthia Ribeiro (PSDB) pode jogar a pá de cal nesta segunda no enterro da candidatura de Marilon Barbosa (Republicanos) e fermento na reeleição de Folha Filho (PSDB) na presidência da Câmara.
A prefeita deve liberar hoje aos vereadores o pagamento das emendas parlamentares que foram empenhadas e liquidadas. Coisa de R$ 2 milhões.
O “faz-me-rir” pode cimentar e intensificar o fluxo de aderência dos demais parlarmentares ao prefeito diplomado, Eduardo Siqueira (Podemos) e ao seu candidato, o atual presidente do Legislativo.
Cordão que foi puxado ontem pelo vereador Josmundo Vila Nova (PL) e que, na prática, já teria sido tecido por Eduardo Siqueira.
Hoje pela manhã o grupo deve fazer reunião para montar chapa. Contabilizam pelo menos 13 parlamentares apoiadores, quórum suficiente para a reeleição do tucano.
Caso confirmada a reeleição de Folha, é o retorno da lógica no processo.
A tentativa de Wanderlei Barbosa e Janad Valcari de interferir na Câmara (como o fizeram na Assembléia) era fadada ao fracasso.
Governador e deputado tem um Estado para cuidar. Palácio não é prefeitura. A lição da derrota de Wanderlei nos maiores colégios parece não ter sido assimilada.
O vereador para atender suas comunidades tem que buscar é o prefeito e não o governador. Não só por questões orçamentárias e financeiras. Até o governo só pode fazer algo na cidade com a autorização do prefeito.
Deu certo em 2020 porque Wanderlei não era governador (era um vice escanteado no Palácio em busca de tribuna) quando operou pela eleição de Janad na mesa diretora.
E tinha Marilon receptivo a abrir mão da reeleição na presidência. Somada a inércia de Cínthia Ribeiro, deu no que deu.


