Sábado, 24 de Out de 2026

Cinthia implanta o tarifa zero neste final de semana. Tem-se aí o rosto palpável do primeiro ganho da mudança no transporte coletivo e a assimetria entre números e palavras do discurso contrário dos adversários

11/03/2023 631 visualizações

É de Thomas Hobbes o conceito de que quando o homem raciocina, ele não faz nada mais do que conceber o total de uma soma pela adição de parcelas.

E se isto for por palavras, se trataria da concepção do nome do todo pela sequência dos nomes de cada parte. Ou seja, somar e subtrair tem a mesma razão da consequência das palavras na construção de afirmações.

Setores empresariais e políticos se perdem, nos dias atuais, ao não dar razão matemática à relação de palavras com números nas críticas que amplificam junto a usuários do transporte coletivo da Capital.

No popular, a crítica teria dois objetivos conexos: desgastar politicamente a administração de Cínthia (a nove meses do ano eleitoral) e forçar nova contratação sem licitação dos mesmos empresários. Não se importam para o fato de que os atrasos hoje em nada diferenciam dos problemas de três décadas.

A diferença agora é que se o gerente dos ônibus (um secretário) não cumprir as metas, a prefeita poderá demiti-lo e encontrar um mais eficiente. Coisa que era impedida, por contrato, de fazer com os donos das empresas.

Daí que a prefeita Cinthia Ribeiro implementa a partir deste sábado, a tarifa zero nos finais de semana na cidade. E isto tem um custo que será (os números) financiado, agora, tudo indica, pela economia dos subsídios que a prefeitura pagava a empresários de transporte urbano para conter reajustes de tarifas. Resultado de eficiência.

Em dezembro, os subsídios somavam algo próximo de R$ 800 mil mensais. Ou seja, cerca de R$ 10 milhões anuais. Sem comprovação da necessidade dado que a prefeitura não tinha acesso à bilhetagem.

De outro modo: estaria aí o primeiro ganho objetivo da transferência dos serviços ao poder público: R$ 10 milhões por ano. Ou cinco creches eram enterradas nas garagens dos ônibus a cada doze meses.

E lá se vão 30 anos. E que, agora, pode ter possibilitado a tarifa zero nos finais de semana e a redução de idade da gratuidade para idosos todos os dias.

Ou seja, Cínthia vai adicionando parcelas na sua administração que os números apontam ser a mais eficiente do ponto de vista fiscal nos últimos 30 anos. Sem deixar de lado as obras de infraestrutura e os investimentos em saúde e educação, com funcionalismo recebendo antecipado os salários e passivos quitados.

De forma que os empresários e os seus políticos de estimação tentam fazer do transporte coletivo um cavalo de batalha que os números, decorridos pouco mais de 30 dias sob administração direta do município inclinam a apontar o contrário. Expondo a assimetria entre as palavras e os números na construção de suas afirmações adversárias.

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