A prefeita Cínthia Ribeiro aproveitou a retirada da MP que alterava a estrutura administrativa para fazer mudanças na administração.
Ainda que seja uma prerrogativa (e competência) da prefeita fazer, dentro da lei, o que achar melhor para sua gestão (e o contribuinte) em ano eleitoral quase sempre dá resultado contrário para o poder público considerar o fator político (e não raro afetivo) como impulso.
Duas alterações, pelo menos, podem dar dor de cabeça à prefeita e, por consequência, à administração municipal. Na primeira, lógico, o deslocamento do secretário de Finanças, Rogério Ramos, para Secretaria de Governo.
Rogério, como é notório, já fazia informalmente as funções de articulador político da prefeita e, ao mesmo tempo, mudou, para melhor, a situação financeira da prefeitura tanto do ponto de vista orçamentário, como financeiro e fiscal.
Resultado: sob a perspectiva política não alteraria em nada a mudança e no financeiro é esperar para comprovar. Cínthia teria trocado o certo pelo duvidoso na metade do seu governo. Um risco talvez não calculado.
Já na Casa Civil a prefeita alojou o ex-secretário da pasta, Edmilson das Virgens, que havia sido exonerado do mesmo cargo em janeiro do ano passado.
Ligado a Eduardo Mantoan, Edmilson (que é advogado) trombou com secretários na execução orçamentária, submetendo-os à Casa Civil na administração de suas pastas, ficando a prefeita sem opção que não afastá-lo do cargo.
É restaurado um ano depois e com mais poderes: Casa Civil e respondendo pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano. Assim como Milla Jaber na Secretaria Municipal de Planejamento, Agetur e Escola de Governo.
Os dois empoderados da reforma contra as limitações impostas a Rogério Ramos retirado das finanças que com a arrecadação e o desempenho fiscal que impunha à máquina dava suporte, até aqui, ao planejamento e execução das ações da prefeita na cidade.


