O PSDB elege no próximo sábado sua nova diretoria regional no Estado. A mesma probabilidade do ex-senador Ataídes Oliveira ser reeleito se dá na previsível ausência, no encontro, dos dois mais relevantes prefeitos do partido: Cínthia Ribeiro (Palmas) e Laurez Moreira (Gurupi).
Ataídes hoje controla, formalmente, o PSDB tanto regional como metropolitano. Como praticamente formou suas próprias comissões provisórias, seriam poucas (ou quase nenhuma) as dificuldades para reeleger-se e ao ex-deputado Carlão da Saneatins, na direção tucana estadual e palmense.
O problema é que partidos são nacionais e submetidos à direção nacional partidária. Há estatutos, competências e prerrogativas. E ela, reunida recentemente, hipotecou apoio à candidatura de Cínthia Ribeiro à reeleição.
Como Ataídes não se dá com Cínthia (e é possível deduzir que seja contrário à sua pretensão), a decisão nacional sela, na prática, o destino do ex-senador (hoje sem mandato) e de seu comando partidário. Ainda que Ataídes saia, como é esperado, aclamado por convencionais no próximo sábado.
O diretório do PSDB regional, aliás, não sofreu intervenção, como apurou este blog, até agora pela negativa de Geraldo Alkmin (atual presidente) em decidir-se pelo expediente com a justificativa de estar deixando o comando que deve ser entregue ao deputado federal Bruno Araújo (PE).
O parlamentar é o nome de consenso nos tucanos com o aval de João Dória, governador de São Paulo e potencial candidato do partido à presidência. Hoje a maior liderança tucana. E já teria realizado conversações sobre o partido no Estado. Inclusive com a participação de Alkmin e Dória.


