A prefeita Cínthia Ribeiro emitiu nota sobre os "reajustes salariais" que considera apenas uma correção por questão de justiça.
Pragmaticamente e politicamente, não há diferença entre correção e reajuste. E isto não nega a avaliação acerca de justiça ou não da decisão. E a afirmação de justa medida não refuta a questão principal: oportunidade do gasto.
Tem outra questão mais específica: reajustes salariais tem que ser por projeto de lei e não MP. Mais: a partir de abril do ano eleitoral, não se pode mais conceder benefícios salariais que não a correção inflacionária.
Vejam só: a prefeitura deve divulgar nos próximos dias queda na arrecadação. Os números estão sendo fechados e na Secretaria de Finanças a avaliação é que a frustração de receitas "vai ser pancada".
Mais não bastasse, a prefeita (e vereadores aliados) se ocupam de uma disputa com o vereador Milton Neris porque diz necessitar dos recursos de emendas impositivas para aplicar no combate ao Covid-19. Ou seja, os recursos que possui não seriam suficientes. E Neris estaria sendo injusto.
É um cenário, como se nota, que sugeriria à prefeita mais prudência, senão por questões financeiras, mas política.
É situação que não permitiria, do ponto de vista moral, incremento de despesas de pessoal, no momento em que o Congresso aprova ajuda a Estados e municípios condicionada a não aumentar gastos com salários.
Sem prejuízo do raciocínio de que o vereador Milton Neris estaria certo, comparando a decisão da prefeita.


