As alterações realizadas pela prefeita Cínthia Ribeiro (publicadas no DO de quarta e anunciadas ontem) denotam avanço da administração no entendimento das demandas da cidade.
A Secretaria da Mulher chega com atraso, compreende-se, e isto talvez se tenha dado não por falta de vontade política, mas por questão orçamentária.
A fusão da Secretaria de Assuntos Fundiários com a Secretaria de Habitação, além da indiscutível redução de custos, eliminará uma instância burocrática na regularização fundiária e construção de casas populares.
Na Capital (segundo a própria Prefeitura) mais de dez mil famílias ocupariam áreas irregulares. Apesar dos cerca de 5 mil títulos entregues por Cínthia no ano passado. Um contingente de 40 mil pessoas (14% da população da Capital).
Se fosse uma cidade, seria a quinta maior população dentre os 139 municípos do Estado. Um pouco menor que Paraíso (52 mil habitantes). Maior que Colinas, Araguatíns, Guaraí, Tocantinópolis, Formoso, Miracema, Dianópolis, Augustinópolis....
Uma cidade com problemas fundiários desde sua gênese onde imóveis do Estado se confundem com áreas da Prefeitura.
Desnecessário apontar, ainda, a economia e a importância de redimensionar o papel da Secretaria de Desenvolvimento Social, que passa a ser tratada não como um projeto administrativo, mas uma política inclusiva municipal (Secretaria de Políticas Sociais e Igualdade Racial).
Faltaria à prefeita Cínthia certamente debruçar-se, mais amiúde, sobre a questão cultural, como cobram os operadores do setor. Mas ainda há tempo.
Com efeito, a política cultural do município tem se revelado, grosso modo, fomentadora de ações eventuais. Escoradas mais no projeto de exploração turística do que na produção de cultura da cidade.


