Sábado, 24 de Out de 2026

Cinco meses e 506 mortes depois, Carlesse pede a jovens uso de máscaras: óbitos crescem 74% em um mês e terraplanistas com as quatro patas no chão apontam: é tudo mentira esquerdista!!!

luizarmandocosta 16/08/2020 380 visualizações

O Tocantins é hoje um dos cinco Estados do país em que o número de mortes pela Covid está em ascensão: 27% (acelerado) conforme o portal UOL (https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2020/07/21/media-movel-diaria-por-estado.htm) deste domingo.

O governador Mauro Carlesse lamentou as mortes e pediu ontem que os jovens usem máscaras, evitem aglomerações e que respeitem as leis. Um dias após os dois secretários de Saúde (Estado e Prefeitura da Capital) se reunirem pela primeira vez em 150 dias de pandemia, quinhentos mortos no dia e 36 mil casos.

Uma reação que veio tarde para 506 pessoas (número de óbitos ontem) e que, agora, com a contaminação comunitária que já se pode identificar no Estado, pouco influenciará no resultado que se projeta. Mas antes tarde do que nunca. Pode haver saídas ainda, algo a ser feito pelo menos para minimizar a tragédia em curso.

O governo teve cinco meses para reunir prefeitos e discutir um projeto comum de combate ao vírus que não respeita fronteiras territoriais ou competências governamentais. Teve também os recursos financeiros. Decidiu ficar apagando incêndios, distribuindo cestas básicas (também relevantes) e contratando leitos "pingados".

Como é inequívoco, a briga do poder público com o vírus deveria ser travada no campo da prevenção, orientação, medidas duras contra as aglomerações e pelo uso de máscara, medidas restritivas que não se tomou por óbvio pela temperatura eleitoral.

Sujeitando-se ao aumento da contaminação (e mortes) desproporcional à estrutura do sistema público de saúde. O governo lá em abril apenas recomendou. E deitou em berço esplêndido sobre a necessidade de mobilização contra o vírus. Ainda que a obrigação também fosse dos municípios.

Não adianta uma cidade se fechar quando outras se abrem. Embora os doentes tenham o mesmo endereço de tratamento: os cofres públicos cujos recursos não aumentam na proporção da contaminação.

Enquanto Mauro Carlesse lamentava os óbitos, o isolamento social no Estado mantinha-se ontem nos 38,1%. O segundo pior isolamento social do país, atrás apenas dos 37,3% de Goiás que registrava ontem 2.286 mortes (e cem mil casos).

Nas redes sociais (e nas ruas) esse um milhão de energúmenos que não usam máscaras, que não saem dos empórios e bares tomando umas biritas e tirando gosto com o vírus, que driblam o poder público para dar um "tapa" nas baladas clandestinas, amplificam serem as mortes da Covid destino. Para eles, só dos outros.

E que pessoas morrerão mesmo, ainda que, paradoxalmente, defendam que devam tomar a cloroquina (contraindicada pela OMS) e que os 36.478 contaminados e 506 vidas perdidas até ontem é tudo invenção e escândalo da imprensa que os divulga.

No planeta terra – que não é plano – o Estado registrou entre 15 de julho e 15 de agosto um total de 235 óbitos. Comparado aos 135 óbitos (de 15 de junho a 15 de julho) um avanço de 74% no número de mortos em 30 dias. E sem solução de continuidade aparente na curva ascendente.

Submetendo os óbitos ao escrutínio do número de contaminados, a situação revela-se ainda pior. De 15 de junho a 15 de julho foram registrados 8 mil e 894 novos casos. Já de 15 de julho a 15 de agosto foram 20 mil e 447 novos contaminados. Ou seja, em um mês, um crescimento de 129%.

Conclusão óbvia: os óbitos estão aumentando em proporção da ordem de 57% do crescimento do número contaminados.

E os bucéfalos pedem calma nas mesas dos botecos e nos seus cérebros empedernidos. Se é que os possuem.

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