Sábado, 24 de Out de 2026

CGU indica que deputados federais e senadores tem agido como parlamentares municipais optando por emendas paroquiais a prioridades estaduais. De R$ 190 milhões pagos, apenas R$ 2 milhões passaram pelo governo em 2022

04/12/2022 463 visualizações

A bancada no Congresso Nacional que toma posse em fevereiro é, majoritariamente, bolsonarista.  Uma escolha circunstancial porque na hora do vamos ver vale mesmo é a grana que conseguem em Brasília. E aí até aqueles que se dizem puros de religião e ideologia metem a cara sem medo de se lambuzar.

Mas vejam só: deputados federais e senadores conseguiram liquidar de emendas individuais e de bancada até hoje (em 2022) o montante de R$ 190,5 milhões de um total de R$ 369 milhões empenhados. Pagos foram apenas R$ 87,3 milhões.

O valor pode aumentar, claro, estamos a menos de mês do encerramento do exercício.  Mas os valores que impulsionaram a maioria a apoiar Bolsonaro no Estado este ano não combinam com a argumentação eleitoral.

No ano passado, estes mesmos deputados federais e senadores conseguiram liquidar de emendas individuais e de bancadas muito mais recursos: R$ 239,2 milhões contra R$ 438 milhões de emendas. O governo pagou em 2021 o montante de R$ 236,3 milhões.

De ootro modo: quando defendiam com unhas e dentes a reeleição de Jair Bolsonaro, negligenciavam que o presidente estava mandado para o Estado de emendas parlamentares valores  menores do que do exercício anterior.

Agora a cereja do bolo: daqueles R$ 87,3 milhões pagos este ano de emendas aos deputados federais e senadores, apenas R$ 2,2 milhões de emendas individuais foram transferidos ao governo do Estado, conforme RREO publicado na semana passada. Já nas emendas de bancada o governo registra zero real de transferência de emendas dos congressistas.

Conclusão óbvia: os deputados e senadores estão fazendo sua própria política paroquial ao invés de aplicar nas prioridades estaduais. Ainda que não tenham sido eleitos deputados estaduais ou vereadores municipais. E o governo que se vire nos 30 para atender a maioria.

E contratando diretamente com prefeitos que realizam suas licitações as obras das emendas. Um duto e tanto pelas dificuldades de fiscalização. Ainda que a forma tenha sido aprovada pelo mesmo Congresso.

Daí apresentar-se melhor mandar grana para quadra de esporte do que à construção, por exemplo, de um hospital municipal em Palmas que desafogaria o HGP que atende especialidades de todo o Estado.

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