Deputados federais, senadores tampouco o Legislativo e Executivo estaduais tem refletido sobre o exercício da presidência da República por Jair Bolsonaro.
Na economia (e política) globalizadas, seria conveniente que ligassem para além dos seus próprios umbigos. E até onde suas compreensões alcançassem, modulassem suas direções. Tanto no Congresso como no governo estadual.
A orientação do governo federal sinaliza proximidade da política externa norte-americana à empregada por China e a maioria dos países do Oriente Médio e Europa. E isto gera consequências na balança comercial.
Do US$ 1,2 bilhão (R$ 4,5 bilhões na cotação desta segunda) de exportações do Estado do Tocantins em 2018, apenas US$ 1,2 milhão (R$ 4 milhões) tiveram como destino o país de Donald Trump. Menos que os US$ 26 mi da Bolívia bolivariana.
Por outro lado, a China (antípoda ideológico dos EUA) comprou do Tocantins o equivalente a US$ 803 milhões (R$ 3 bilhões) no ano passado. De outro modo: cerca de 67% das exportações do Estado foram adquiridos pelos chineses.
A situação deveria balizar a orientação da bancada do Estado no Congresso. Especialmente os senadores da República. Mas parecem mesmo preocupados é com a eleição da mesa diretora da Assembléia Legislativa na sexta-feira.
E com as eleições municipais de 2020, prévia da estadual de 2022, da municipal de 2024, da estadual de 2028 e assim sucessivamente.


