O ex-deputado federal Célio Moura (PT) anunciou no final de semana sua pré-candidatura a prefeito de Araguaína. Célio teve 36 mil votos em 2022, mas a legenda o incluiu fora dos eleitos.
Ele deve ter na vice a jornalista e empresária Silene Borges. Vai agrupar duas federações: PT/PV/PCdoB e Rede/PSOL. Contra dois candidatos do campo bolsonarista (Wagner Rodrigues/Jorge Frederico), dividindo em três o eleitorado de 112 mil votos da cidade.
Célio deve enfrentar em 2024 situação semelhante com a qual se bateu nas eleições de 2004 quando por pouco não melou a reeleição da hoje suplente de deputada Valderez Castelo Branco.
Se há 20 anos Célio enfrentava Siqueira Campos/Marcelo Miranda (que mandavam no governo) - antes do racha entre os dois - e o trabalho de Valderez, hoje Célio tem pela frente o Palácio (Wanderlei Barbosa) - que apóia o deputado Jorge Frederico – e o prefeito Wagner Rodrigues (com o clã dos Dimas).
Wagner tem uma administração bem avaliada pela população. Mas carrega a possibilidade de passivos, caso configurada a especulação de que teria como vice o ex-deputado federal Tiago Dimas. Juntando Podemos e UB.
Um problemão para o partido da senadora Dorinha Seabra dadas as relações com o Republicanos de Wanderlei Barbosa que não quer ver os Dimas nem pintados de ouro.
Uma janela que levaria Wagner a abrir mão da prefeitura em 2026 (pode concorrer a deputado) e deixar a cidade nas mãos de Dimas, com direito à reeleição. Ou seja, a manutenção do feudo bolsonarista.
Célio é um dos fundadores do PT (com relacionamento pessoal com o presidente Lula) – 42 mil votos na cidade em 2022 – e pode, agora, obter dos eleitores de Araguaína uma oportunidade (pelo menos é o que ele espera). Um dos moradores mais antigos na política local.
"Acreditamos que o povo de Araguaína quer mudança". disse hoje ao blog Célio Moura. "Nós somos a novidade na cidade de Araguaína com essa polarização Wagner/Jorge Frederico".


