Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Casos aumentam 14% em 4 dias e pernósticos resistem a fechar seu lupanar. Lembram-se do Mujica? É o mesmo elemento! Salvo as exceções de praxe!

luizarmandocosta 15/07/2020 452 visualizações

Nossos paradoxos culturais. Empresários se juntaram à turma da balada e daqueles cujo vício não é só consumir bebida alcoólica, mas que os outros os vejam bebendo, nos botecos e embalos, não só de sábado à noite, mas de todos os dias, se dedicam a criticar (e desrespeitar) o decreto da Prefeitura da Capital que determinou, temporariamente, toque de recolher da venda (e consumo) de bebida em bares e restaurantes. Não sem o destacado impulsionamento político-eleitoral.

É, em essência e substância, a mesma turma que embalou a muvuca do Mujica no carnaval, determinada a permitir, na presunção da liberdade de expressão, sexo e drogas em público (como teria identificado a própria PM). E de estabelecimento sem alvará para o lupanar.

Deve-se, em larga medida, à irresponsabilidade do descumprimento das medidas anteriores, o avanço da Covid-19 em Palmas. Só nos últimos quatro dias o número de contaminados na Capital cresceu 14,2% contra os 8,5% no Estado no mesmo período. Palmas segue célere para desbancar Araguaína que registra casos estacionados.

Mais não bastasse, nos mesmos quatro dias, o número de óbitos da pandemia aumentou 9% no Estado. Já é destaque nacional. Mas a turma parece querer mais que os 267 mortos em menos de 120 dias. Maior que o número de homicídios do ano todo.

E esse não é o problema principal. A Saúde divulgou ontem que dos 15 mil e 723 casos no Estado, 5 mil e 633 estariam e isolamento hospitalar ou domiciliar. Como a mesma Saúde, no mesmo boletim, informa que 183 pessoas (destes contaminados, claro) estariam em leitos clínicos e UTIs Covid, tem-se uma sobra de 5.450 contaminados que podem necessitar de leitos hospitalares.

Detalhe: nesta quarta-feira (dados do Integrasaúde/governodotocantins) haveriam apenas 439 leitos clínicos vagos nos seis maiores hospitais públicos do Estado: Hospital Geral de Palmas, Araguaína, Gurupi, Paraiso, Porto Nacional e Augustinópolis. Muitos, em larga medida, encaminham seus pacientes para Palmas.

Um número, como é lógico, incapaz de atender a possível demanda. E que pode se elevar dado que cerca de 40% (em média) dos testes tem dado positivo no Estado.

Mas os pernósticos resistem em fechar, pelo menos na pandemia, o seu lupanar.

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