A carta do governador Mauro Carlesse aos servidores conclamando uma “aliança” em torno do combate ao Covid-19 (creio que o primeiro expediente do gênero no país) é relevante.
Carlesse adere à ciência e faz o que Bolsonaro repele: pede a união dos cerca de 50 mil servidores públicos (que em tese representariam 200 mil pessoas/quatro por domicílio pelo IBGE) no combate ao vírus.
O Governador pede aos funcionários ajuda no Tolerância Zero, com informações ao governo sobre aglomerações e festas clandestinas. Uma das ações fundamentais para conter a contaminação.
E por outro lado, informa à população que já fez proposta para a compra de um milhão de doses de vacina. No Estado, menos de 4% foram vacinados.
Ou seja, prudentemente, Mauro Carlesse decidiu buscar outra opção e não ficar dependente do combalido programa de vacinação do governo federal.
O bom senso faria os 50 mil servidores atenderem o chamado do governador que tem, fora os equívocos pontuais, demonstrado preocupação com a pandemia e tomado iniciativas. Foi o primeiro estado no país a criar um grupo de trabalho só para a pandemia.
Razões não faltariam para a confiança no Executivo estadual. A administração, como é público, já perdeu vários servidores para o vírus. Ainda que o governo tenha mantido a jornada reduzida.
E o governo tem se movimentado: pago salários em dias e se mexido para a contratação de novas UTI, tendo já distribuído, também, um milhão de cestas básicas à população de baixa renda, com o explica na carta Mauro Carlesse.


