Como antecipado por este blog ontem, a reunião dos empresários do grupo Rumo (da Norte-Sul entre Porto Nacional e Estrela do Oeste) apresentou ontem suas demandas que o governo tratou (na sua comunicação) como alinhamento administrativo de projetos de comum interesse.
Mas atenção: “com objetivo de possibilitar a redução de custos logísticos e possibilitar a integração de sistemas de transporte em todo o país”. Uma falácia mais velha do que a dos portugueses para convencer os indígenas no descobrimento. Só faltaram os espelhos e bugigangas para troca.
Traduzindo: a empresa que ganhou uma concorrência federal de R$ 2,7 bilhões (de uma obra federal em que o poder público já tinha aplicado R$ 9,8 bilhões) com termos obrigatórios, inclusive de investimentos nos municípios e Estado, quer mais: ajudinha da contribuinte do Estado que a Secretaria de Industria e Comércio vê como um avanço.
Significa que o governo pode abrir os cofres para a Rumo que apresentou-se como preocupada com o desenvolvimento do Estado que será conectado ao Porto de Santos!!! Como se isto fosse uma condescendência ao governo do Estado e não consequência obrigatória, destino e não acaso, imperativo categórico lógico da licitação que ganhou.
A não ser que os empresários tivessem intenção de dificultar (por facilidades) aos produtores tocantinenses o acesso à ferrovia que corta o Estado de forma longitudinal (e suas possibilidades transversais), exercendo um poder discricionário ilegítimo num Estado federado.
Como se visitassem uma aldeia e carregados de espelhos, os diretores da Rumo ensinaram ao Estado no Palácio do Governo a importância de agregação à malha paulista, considerada, pela empresa, a principal malha ferroviária do país e a primeira a construída em solo brasileiro!!
O contribuinte do Estado pode preparar o bolso.


