Mauro Carlesse retorna ao cargo. No recesso, o vice-governador Wanderley Barbosa aproveitou a oportunidade e se conduziu no cargo sem excessos. Fez política com uma agenda intensa na Capital e interior.
Deixou de lado no período sua parte mercurial e não atropelou adversários nem aliados. Não atravessou Mauro Carlesse nem o Legislativo. E foi certo modo respeitoso com sua eventual principal adversária, a prefeita Cínthia Ribeiro.
No Palácio, intuo, a preocupação corre em todas as frentes. Uma delas: a possibilidade de Mauro Carlesse ser cassado pela acusação de crime eleitoral. Uma situação que elevaria a temperatura e a crise no Estado: três cassações em dez anos. Mas, pelo Ministério Público Eleitoral, possível. E aí ambos inelegíveis.
Os adversários palacianos trabalham com outra circunstância: a possibilidade de Carlesse ser condenado na Justiça comum. Uma bobagem porque os processos que se tem conhecimento contra Carlesse antecedem o mandato. E aí ficaria para depois que deixasse o Palácio. Já nas acusações de improbidade ou de crime de responsabilidade, cairia no colo dos deputados a decisão.
Eduardo Gomes é, pelo cenário, uma opção para o caso da cassação eleitoral. É articulado (no Estado e em Brasília) e integrou a chapa majoritária de Mauro Carlesse. A ida de Gomes para o MDB é que foi a exceção na história.
Mas como os partidos não podem retomar mandatos majoritários, ainda que não tenha sido a motivação, a filiação partidária de Gomes no MDB, pode-se deduzir, favoreceu mais ao governo que ao partido. Levando ao raciocínio de que nem se fosse planejado, daria tanto certo.


