Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Carlesse reassume o cargo com Wanderley mais forte do ponto de vista político e administrativo e um senador de partido da oposição no governo. Pode não ser um plano, mas tem jeito de estratégia a movimentação palaciana

luizarmandocosta 22/07/2019 801 visualizações

Mauro Carlesse retorna ao cargo. No recesso, o vice-governador Wanderley Barbosa aproveitou a oportunidade e se conduziu no cargo sem excessos. Fez política com uma agenda intensa na Capital e interior.

Deixou de lado no período sua parte mercurial e não atropelou adversários nem aliados. Não atravessou Mauro Carlesse nem o Legislativo. E foi certo modo respeitoso com sua eventual principal adversária, a prefeita Cínthia Ribeiro.

No Palácio, intuo, a preocupação corre em todas as frentes. Uma delas: a possibilidade de Mauro Carlesse ser cassado pela acusação de crime eleitoral. Uma situação que elevaria a temperatura e a crise no Estado: três cassações em dez anos. Mas, pelo Ministério Público Eleitoral, possível. E aí ambos inelegíveis.

Os adversários palacianos trabalham com outra circunstância: a possibilidade de Carlesse ser condenado na Justiça comum. Uma bobagem porque os processos que se tem conhecimento contra Carlesse antecedem o mandato. E aí ficaria para depois que deixasse o Palácio. Já nas acusações de improbidade ou de crime de responsabilidade, cairia no colo dos deputados a decisão.

Eduardo Gomes é, pelo cenário, uma opção para o caso da cassação eleitoral.  É articulado (no Estado e em Brasília) e integrou a chapa majoritária de Mauro Carlesse. A ida de Gomes para o MDB é que foi a exceção na história.

Mas como os partidos não podem retomar mandatos majoritários, ainda que não tenha sido a motivação, a filiação partidária de Gomes no MDB, pode-se deduzir, favoreceu mais ao governo que ao partido.  Levando ao raciocínio de que nem se fosse planejado, daria tanto certo.

Compartilhar

Deixe seu comentário

Mais em Ponto Cartesiano