O governador Mauro Carlesse fez uma embaixadinha com o emedebista Elenil da Penha ontem: discursou na Assembléia que pode aumentar de mil para 1.500 as vagas no concurso da Polícia Militar, atendendo pedido do deputado.
Ora, as provas do concurso já foram realizadas e o Edital 001 – PM/TO, de 23 de dezembro de 2020, prevê apenas 855 vagas para homens e 95 para mulheres. Não há no edital virgula sobre quadro de reserva no concurso que tem validade de dois anos, prorrogáveis por igual período.
Que a PM precisa de mais profissionais, está mais do que claro. O déficit de soldados é de 5,5 mil. Há meia centena de municípios que não tem um praça sequer. E Carlesse, ao contrário dos governos anteriores, fez um concurso em que não houve qualquer denúncia de fraude.
Mas Elenil já pode dizer a seus eleitores que o número de vagas será aumentado a seu pedido, impulsionando seu projeto eleitoral. E o de Mauro Carlese, óbvio, que muita gente que acredita em Papai Noel avalia que vá pendurar as chuteiras depois de 2022.
Ainda que o governo consiga brechas na legislação (e no edital) para aumentar as vagas, persistiria a dúvida: orçamento para aumentar em 50% a despesa empenhada antes mesmo da contratação, no que descambaria para deficiência de planejamento.


