O governo federal arrecadou de impostos no Estado no mês de outubro de 2021 o montante de R$ 368 milhões. Os dados foram divulgados esta semana pelo Ministério da Economia. Eles registram, assim, de janeiro a outubro de 2021 uma arrecadação federal no Tocantins da ordem de R$ 3,09 bilhões. É, com efeito, menos que os R$ 3,3 bilhões de janeiro a outubro de 2020.
Somando os impostos de competência da União com a carga tributária regional em igual período, entretanto, a situação se modifica.
Conforme relatório da Secretaria da Fazenda, o governo do Estado arrecadou de tributos no Tocantins, de janeiro a outubro de 2021, a soma de R$ 4,3 bilhões. Ou mais de R$ 725 milhões acima dos R$ 3,575 bilhões de janeiro a outubro de 2020.
Como até setembro último haviam 92 mil e 416 empresas recolhedoras de imposto cadastradas na Sefaz, os R$ 7,3 bilhões de impostos federais e estaduais (de janeiro a outubro de 2021) significariam uma carga tributária por empresa de R$ 79 mil em dez meses. Ou: R$ 7,9 mil mensais.
Se tomarmos estes mesmos R$ 7,3 bilhões e dividíssimos pelos 1 milhão e 600 mil moradores do Estados, teríamos uma carga tributária per capita no período de R$ 4,5 mil em dez meses. Ou R$ 450,00 mensais. Quase três Bolsas Familias no mês. Mas atenção: por cabeça e não por família.
Uma carga tributária (de impostos federais e estaduais) de 18,4% do PIB estadual (R$ 39,5 bilhoes/IBGE). E ainda tem os impostos municipais.
Num Estado onde um milhão dependem, de alguma forma, do Bolsa Família ou Auxilio Emergencial. E onde, conforme o IBGE, existiriam 185 mil famílias de baixa renda e outras 131 mil famílias na extrema pobreza.
Um contingente de 1,2 milhão de pessoas (75% da população) em situação de vulnerabilidade social.


