Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Carece de lógica matemática decisão do governo de retomar a jornada de 8 horas tomada pelo fundamento que a sustentaria

07/08/2021 799 visualizações

O governo decidiu retomar a jornada de oito horas para o funcionalismo estadual. Ainda que faça uso de suas competências discricionárias, o argumento é pífio, no que termina circunscrevendo o fim da jornada de seis horas como mero exercício de vontade política governamental, sujeita, em ano eleitoral, a oscilações na estratégia do voto dos 50 mil efetivos e contratados, com desdobramento nos seus familiares.

Se números da própria Secretaria de Planejamento demonstram que a jornada de trabalho de seis horas teria proporcionado uma economia de R$ 2,2 milhões mensais (2018),  - R$ 26,4 milhões anuais – o retorno das oito horas, por consequência, elevaria as despesas de custeio do poder público em idêntico valor, contrariando a lógica de redução de custos administrativos que o governo tem buscado, com êxito, nos últimos anos..

Para simples efeito de cálculo, tomando como parâmetro a economia da jornada de seis horas levantada pela Seplan pagaria em cinco anos o que o governo tomou emprestado do BRB para a ponte de Porto Nacional com prazo de pagamento de dez anos, mais juros e encargos.

Mais não bastasse, o Estado é um dos piores desempenhos de vacinação do país. Só imunizou com duas doses 15,73% da população. Ou seja: existiriam 1 milhão e 325 mil pessoas não vacinadas ou com apenas uma dose. No país estão totalmente imunizados (duas doses) até ontem 21,22% da população.

Números que não endossariam pretextos de que o Covid-19 estivesse sob controle no Estado que pudesse justificar o retorno do trabalho nas oito horas, reduzidas para seis horas em função do agravamento da pandemia.

Pior ainda cotejando-se os números da economia proporcionada levantados pela própria Secretaria do Planejamento. Uma economia que pode, agora, provocar mais custos dada a elevação da conta de água, luz e telefone, em muito superiores aos índices da inflação.

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