O deputado federal Osires Damaso juntou a imprensa ontem para informar que sua candidatura ao governo seria irreversível. Do ponto de vista cardinal, tem-se, assim, três candidaturas irreversíveis no grupo de Jair Bolsonaro: o próprio Osires (PSC), Ronaldo Dimas (PL) e Wanderlei Barbosa (Republicanos).
Ainda que vistos sob a perspectiva ordinal apresentem-se com características e potência diferenciadas, dividirão, a priori, partidariamente, por três o contingente de 337 mil votos (1º turno) e os 356 mil votos (2º turno) de Jair Bolsonaro na última eleição presidencial.
A terceira candidatura bolsonarista no Estado (que Osires diz não ser terceira mas sim primeira via) é reapresentada (Osires já tinha anunciado sua intenção no ano passado) no instante em que o PT vai unido com Paulo Mourão a Brasília (DF) no sábado para o lançamento da pré-candidatura de Lula a presidente.
O mesmo Lula que em entrevista a este blog (na rádio Conexão FM) dias atrás não só reforçou a candidatura de Mourão ao governo como a defendeu sendo o melhor do PT para a disputa e que governará o Estado.
De outro modo: o PT segue, hipoteticamente, é possível avaliar, sem dividir, organicamente, os 311 mil votos (1º turno) e os 377 mil votos (2º turno) que concedeu ao candidato petista Fernando Hadad contra Jair Bolsonaro e tentando atrair o centro-esquerda. Tendo do outro lado, como oponente três candidaturas de três partidos diferentes mas de mesma base direitista.
Os candidatos de direita, assim, mantida a inércia, facilitarão ao candidato petista que só terá que fazer a conexão entre os votos de Lula e do seu candidato ao governo.


