As campanhas eleitorais tem entrado com força nas redes sociais. Enchem instagram, face, twitter, linkedin.
É uma das formas que os candidatos te (e se utilizam) para reservar o fundo eleitoral a outras demandas.
Não gastam mas tem justificativa para o fundo. No popular, uma lavanderia com a anuência do titular da conta. Sobras de campanha, assim, se transformam de exceção em regra.
Como é de baixo custo e, não raro, uma propaganda gratuita é o expediente tratado como comum que não é. Primeiro porque os candidatos se expressam fundados na expectativa do automatismo do usuário e de suas redes sociais.
Não se importariam com tais bobagens que bobagens não são pois se dão com o envolvimento de dinheiro e conceitos.
Os políticos com mandatos (e até sindicalistas) já fazem uso deste automatismo.
Ou não é isso que praticam quando na apreciação de propostas e pautas no Legislativo consideram voto a favor a permanência do vereador, deputado ou senador sentado em suas cadeiras!!. A não expressão seria, na verdade, expressão de consentimento.
E em segundo lugar, ao fixar-se nas redes do cidadão este, não resistindo, estaria demonstrando, implícita e explicitamente, apoio ao candidato e suas propostas, proporcionando a seus seguidores visualizações de propostas (e candidatos) com o quais, efetivamente, não concorde.
Há saídas? Há. Nas próprias redes sociais o usuário tem ferramentas e prazo para deletar as publicações de candidatos com os quais não concorde. E, claro, bloquear as tentativas de fazer de suas redes palanque para candidatos que, eleitos, vira o que viram.


