A semana inicia com convenções partidárias. Os pequenos partidos serão os primeiros. Hoje ocorre a do PSOL. É a ordem natural das coisas.
Os maiores devem aguardar o último prazo (5 de agosto) para fecharem as suas chapas (majoritária e proporcional).
Há três grupos competitivos e praticamente formados. Uns com divergências internas inconciliáveis. Outros mais convergentes. Não tem mais prazo.
Um fato é indiscutível: todos tem suas trajetórias políticas conhecidas e padrões de comportamento definidos.
Tanto o eleitor como prefeitos e lideranças já conhecem seus modos. Tem, portanto, balizas para escolhas.
Do contrário seria uma casca querendo diferenciar-se do miolo, como intentam os pré-candidatos nos eventos na pré-campanha.
De igual modo é real a lista dos principais concorrentes: Vicentinho Jr (em ascensão) e Dorinha Seabra (reengatando).
Laurez Moreira pode reverter o quadro, como nada é impossível, mas é muito difícil no tempo eleitoral que lhe resta.
É um dos mais honrados políticos do Estado. Talvez isto faça com que se tenha o cuidado de preservá-lo da constatação óbvia: não decolou a dois ,meses das eleições.
Mas uma força relevante e diferencial num eventual segundo turno. Certezas entretanto só a das urnas.
Mas platéia de eventos circunstanciais, via de regra, são apenas animadores de auditório. Muitos fazem turismo e ainda ganham uns trocados.
A disputa por prefeitos, outra régua colocada, expõe uma anomia em tese injustificada.
Para efeito de raciocínio, Wanderlei Barbosa encaminhou aos prefeitos de janeiro a junho de 2026 a soma de R$ 901,9 milhões de impostos.
É cerca de R$ 50 milhões (6,1%) superior aos R$ 849,6 milhões de janeiro a junho de 2025. Corrigiu mais que a inflação. E deu às transferências regularidade.
Ou seja, os prefeitos, se válida a tese de apoio a Vicente (e desapoio a Dorinha/Wanderlei), não teria razão de ser a dúvida.
Os prefeitos, desta forma, situam-se entre o passado e o futuro. Tem mais dois anos pela frente nas suas administrações.
Dividem-se em apoiar a candidatura do governo (onde o continuísmo também é incerto) ou escolher um outro que aponte rupturas, mas que também os atendam.
O bom senso indicaria que o conflito não teria sentido e, portanto, consequência. Governos devem atender prefeitos indistintamente. E o pagamento (o voto) foi antecipado.
Mas tem o “negócio” da política direcionando o “negócio da administração pública” e tendo como parâmetro (quase um princípio) a mercantilização dos apoios e votos.



