Segunda-feira, 20 de Jul de 2026

Campanha nova, vícios antigos: partidos entram na reta final das convenções "breganhando" prefeitos. E isto se dá porque os prefeitos barganham apoios escancaradamente tendo recebido cerca de R$ 1 bi do governo este ano

20/07/2026 205 visualizações

A semana inicia com convenções partidárias. Os pequenos partidos serão os primeiros. Hoje ocorre a do PSOL.  É a ordem natural das coisas.

Os maiores devem aguardar o último prazo (5 de agosto) para fecharem as suas chapas (majoritária e proporcional).

Há três grupos competitivos e praticamente formados. Uns com divergências internas inconciliáveis. Outros mais convergentes. Não tem mais prazo.

Um fato é indiscutível: todos tem suas trajetórias políticas conhecidas e padrões de comportamento definidos.

Tanto o eleitor como prefeitos e lideranças já conhecem seus modos. Tem, portanto, balizas para escolhas.

Do contrário seria uma casca querendo diferenciar-se do miolo, como intentam os pré-candidatos nos eventos na pré-campanha.

De igual modo é real a lista dos principais concorrentes: Vicentinho Jr (em ascensão) e Dorinha Seabra (reengatando).

Laurez Moreira pode reverter o quadro, como nada é impossível, mas é muito difícil no tempo eleitoral que lhe resta.

É um dos mais honrados políticos do Estado. Talvez isto faça com que se tenha o cuidado de preservá-lo da constatação óbvia: não decolou a dois ,meses das eleições.

Mas uma força relevante e diferencial num eventual segundo turno. Certezas entretanto só a das urnas.

Mas platéia de eventos circunstanciais, via de regra, são apenas animadores de auditório. Muitos fazem turismo e ainda ganham uns trocados.

A disputa por prefeitos, outra régua colocada, expõe uma anomia em tese injustificada. 

Para efeito de raciocínio, Wanderlei Barbosa encaminhou aos prefeitos de janeiro a junho de 2026 a soma de R$ 901,9 milhões de impostos.

É cerca de R$ 50 milhões (6,1%) superior aos R$ 849,6 milhões de janeiro a junho de 2025. Corrigiu mais que a inflação. E deu às transferências regularidade.

Ou seja, os prefeitos, se válida a tese de apoio a Vicente (e desapoio a Dorinha/Wanderlei), não teria razão de ser a dúvida.

Os prefeitos, desta forma, situam-se entre o passado e o futuro. Tem mais dois anos pela frente nas suas administrações.

Dividem-se em apoiar a candidatura do governo (onde o continuísmo também é incerto) ou escolher um outro que aponte rupturas, mas que também os atendam.

O bom senso indicaria que o conflito não teria sentido e, portanto, consequência. Governos devem atender prefeitos indistintamente. E o pagamento (o voto) foi antecipado.

Mas tem o “negócio” da política direcionando o “negócio da administração pública”  e tendo como parâmetro (quase um princípio) a mercantilização dos apoios e votos.

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