Terça-feira, 21 de Jul de 2026

Declarações de Alexandre Guimarães ao Jornal Opção Tocantins mais atrapalham que ajudam candidatura de Vicentinho Jr . Deputado parece não conhecer ainda a alma de um modeba. E para o PSDB cada voto faz falta

20/07/2026 396 visualizações

O deputado federal Alexandre Guimarães, pré-candidato do MDB ao Senado, deu declarações ao Jornal Opção Tocantins que poderiam ter sido evitadas.

Sugeriu que o MDB ganhou protagonismo nacional com o seu concurso no partido e na presidência regional. E que após sua filiação, o acesso aos ministérios teria ganhado novo patamar.

Não contente, foi mais longe: o contato (dele) com as lideranças e históricos do partido teria reforçado a identificação da população com o MDB.

O MDB existe no Estado desde a rivalidade entre o PSD e a UDN. João Querido, Eulina Braga, junior Coimbra, Zé da Cunha, Eudoro Pedrosa devem ter se revirado no túmulo.

Osterno Pereira, Domingos Pereira, Zé Freire, Derval de Paiva, Marcelo Miranda,  Joaquim Balduíno e tantos, vivinhos da Silva, podem viver pesadelos.

Deputado de primeiro mandato (eleito pelo Republicanos na onda de Wanderlei Barbosa), Guimarães foi nomeado presidente de uma comissão executiva provisória regional em 2024.

Uma espécie de intervenção. Como a nacional já havia feito no diretório em 2014.

O diretório elegeu naquele ano o então presidente regional do partido (e presidente da Assembléia) Junior Coimbra candidato ao governo.

A executiva nacional interveio  para garantir a candidatura de Marcelo Miranda sob o pretexto de que Coimbra iria compor com Siqueira Campos.

O MDB no Tocantins é diretório. O presidente precisa ser eleito e Marcelo Miranda, ex-presidente, decidiu não seguir adiante

A tarefa de Guimarães na comissão era convocar o diretório para eleger nova diretoria regional. Poderia até ele ser eleito, mas não tinha, então, votos no diretório.

Como parece não tê-los ainda como demonstra a não convocação de eleição no diretório.

Aproveitou-se da fragilidade política circunstancial da legenda (não elegeu deputados em 2022), decorridos dois anos, o deputado não convocou a eleição.

O partido está dividido. Marcelo Miranda (três governos) segue com Dorinha, assim como Carlos Gaguim (que também foi eleito governador pelos deputados). Outro ex-governador, Moisés Avelino, havia declarado apoio a Dorinha.

E o que dizer do protagonismo nacional: o MDB do Estado já teve até ministro (Kátia Abreu, da Agricultura).

Por outro lado, sob Alexandre, o MDB elegeu apenas quatro prefeitos em 2024. Uma queda de 19 prefeituras comparados os 23 eleitos pelo partido em 2020.

Obviamente que a derrapada de Alexandre beirou a prepotência ou desconhecimento histórico.

Nada producente à pré-candidatura de Vicentinho Jr (PSDB) que anda empatado tecnicamente com Dorinha Seabra.

Onde cada voto faz uma diferença danada. Alexandre parece não conhecer ainda a alma de um “modeba”

Para sua própria sobrevivência política, precisa estudá-la um pouco.

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