A eleição da mesa diretora da Câmara de Palmas do biênio 2027/2028 deve ocorrer em 90 dias. São 23 vereadores.
O Regimento Interno delimita: ultima sessão da metade da segunda sessão legislativa (e do mandato da mesa).
No calendário: 30 de junho de 2026.
O presidente do Legislativo exerce papel determinante. Não só na Assembléia Legislativa, como nas Câmaras.
Tem instrumentos regimentais e políticos para trancar ou bagunçar qualquer governo ou prefeitura.
Sem aprovação do Legislativo, nada feito. O atraso na votação do orçamento de 2026 e suas consequências estão aí para comprová-lo.
Eduardo Siqueira, prefeito de Palmas, anda, assim, sobre um fio de navalha.
Tem que discernir entre os dois possíveis candidatos (Folha Filho/PSDB e Marilon Barbosa/Republicanos) aquele que prejudicará ou o auxiliará no seu projeto de reeleição.
Eduardo tem dito nos bastidores que qualquer aliado que construir uma candidatura e conseguir votos para se eleger estaria tranquilo.
Diz tudo mas não diz nada. Ora, qualquer um que conseguisse a maioria, estaria tranquilo independente do prefeito.
E ele também, claro, se o eleito for-lhe aliado. Isto porque serão os dois anos anteriores à nova eleição municipal que Eduardo pretenderia, até agora, disputar.
O nó é que a maioria segue, atualmente, o prefeito. Conclusão óbvia: o “qualquer um” tem que convencer é o prefeito.
E um êxito na reeleição dependerá de seu desempenho que por seu turno depende do desempenho e vontade política da Câmara Municipal pautada justamente pelo presidente.
Ou perdi alguma coisa!



