Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Calamidade na Capital pode esperar!!!Deputados empurram por duas semanas decreto da prefeita de Palmas quando aprovaram o do governo em três dias!! Urgências relativas!!!

luizarmandocosta 03/04/2020 745 visualizações

Evidente que não haveria outra explicação que não política para os deputados deixarem para a próxima segunda-feira a apreciação do decreto de estado de calamidade editado pela prefeita Cínthia Ribeiro.

Não sobreviria, racionalmente, outra matéria mais relevante nestes dias em que os parlamentares despacham de suas próprias residências de modo remoto. Ou seja: não há pautas e portanto projetos que tomassem tempo dos parlamentares.

Como os mesmos deputados reconheceram o estado de calamidade no Estado três dias após a decretação pelo governador Mauro Carlesse, enrolar por 13 dias o reconhecimento do mesmo expediente da Prefeitura (a se completar na segunda) é impor aos 300 mil moradores da cidade o não acesso aos recursos do governo federal e os benefícios do artigo 65 da Lei de Responsabilidade Fiscal.

É deixar por duas semanas cerca de 20% da população do Estado sem acesso às ações aprovadas pelo Congresso Nacional, relegando-as dependentes da vontade política do Palácio Araguaia e do Legislativo estadual.

No Estado, com efeito, a Capital será a cidade mais atingida pelo Covid-19. Do ponto de vista econômico, 30% de sua população economicamente ativa (o equivalente a 42 mil pessoas das 140 mil ocupadas) tem rendimento nominal mensal abaixo de meio salário mínimo. São as pessoas que o governo federal quer ajudar a minorar as dificuldades.

E uma incidência de pobreza de 29,52%, no que confirma a espantosa concentração de renda com índice de desigualdade de 0,47 numa relação em o zero seria a igualdade. De outro modo: a cidade necessita do reconhecimento do estado de calamidade a urgência que o assunto requer.

O Legislativo tem maioria absoluta governista e a pauta da mesa, não raro, é, na prática, determinada pelo Executivo estadual. Ainda que o Governo possa não ter nada com a demora, a inação favorece o raciocínio de que a demora fosse um movimento tático contra a oposicionista prefeita quando operaria na verdade contra os pobres da cidade que ficarão sem emprego ou atividade econômica na crise.

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